Veja aqui a parte 1 desse artigo.

Nós da equipe Brejada recebemos com certa frequência, e buscamos também, o contato de cervejeiros artesanais. Nossa “árdua” função é ajuda-los em suas criações, avaliando a qualidade das criações e expressando nossa opinião, sempre visando o crescimento e aprimoramento das cervejas e principalmente do cervejeiro. Algumas das vezes nos deparamos com cervejas fantásticas, que nos instigam a conhecer mais sobre a cerveja e o cervejeiro. Foi o caso da Serra de Três Pontas.

Entramos em contato e fomos convidados pelo cervejeiro Bruno Moreno de Brito a acompanhar a brasagem de sua nova criação, a Antraz, uma Imperial Hopfenweisse de cair o queixo de qualquer cervejeiro.

Para fazer essa cerveja, foram utilizados maltes de trigo, pale ale, cara 20, melano 40 e special B, um mix interessante como base. O conjunto de lúpulos trás 3 gêneros americanos (Citra, Simcoe e Centennial) e um neozelandês (Motueka), lúpulos muito usados nas receitas de IPAs americanas. Para fermentação, foi utilizado o WB-06, fermento típico da clássica German Weizen.

Abaixo, algumas fotos do dia da brasagem:

Moagem dos grãos
Início da brassagem
Mostura
Controle de temperatura das rampas
Recirculação
Recirculação do mosto
Filtragem 
Filtragem do mosto

 

pesagem dos lúpulos
Medicão de densidade do mosto
Fervura
Colocação do Chiler
Resfriamento

…e depois de todo esse trabalho, e posteriormente da fermentação e maturação da cerveja, chegou a melhor parte, iremos experimentar a cerveja que nós ajudamos a produzir.

Abaixo, a criação e nossa avaliação:

Aparência: Marrom claro, com turbidez próxima ao opaco. Formação de espuma média, com persistência alta.

Aroma: Muito lúpulo, com notas frutadas, remetendo a manga. Fundo leve de banana, quando se encosta o nariz na parte superior da taça. Agradabilíssimo.

Sabor: Como já prevíamos, uma bomba de lúpulo, no início com mais refrescância e deixando uma carga de amargor muito forte no fim. O gosto amargo fica na língua por um tempo, mas não chega a desagradar. Final é longo e amargo, assim como o aftertaste. A base de trigo ficou um pouco mascarada pela potência dos lúpulos, que remeteu pouco as Weiss clássicas. Álcool muito bem inserido, quase passa despercebido na degustação. Um deleite para os hopheads.

Tato: Carbonatação alta, corpo médio (levando em consideração a base de uma Weiss). Acidez um pouco elevada, adstringência média.

Geral: Ótima cerveja! Uma breja de trigo refrescante, cítrica e muito lupulada. Acredito que alcançou um equilíbrio fantástico entre o limite do lúpulado e a carga de maltes de trigo, que pouco aparece, mas se fosse mais presente desequilibraria o conjunto. Ótima drinkability. Fantástica criação!

Nota geral: 3,9 de 5,0.

Se você se interessou pela STP, entre em contato com nosso amigo Bruno pela fanpage da cervejaria e acompanhe as próximas criações.

Você, cervejeiro caseiro, quer compartilhar suas criações conosco? Entre em contato pelo e-mail contato@brejada.com e envie suas cervejas para nossa avaliação.

Cheers!