Uma das primeiras lições aprendidas pelos novos cervejeiros é que cada cerveja tende a ser enquadrada em um estilo. Os estilos variam desde como a cerveja é feita, os ingredientes que ela leva e muitas vezes a região que é produzida. Além dos estilos, muito se fala que tal cerveja é uma “representante da escola alemã”, ou “é inspirada na escola belga”. Entretanto, o que significa ser um “representante” ou uma “inspiração” de uma escola? Afinal, o que significa e quais são as escolas cervejeiras?

As escolas cervejeiras se basearam na forma que três regiões europeias tinham de fazer sua própria cerveja. Seguindo os princípios de temperatura do local, disponibilidade de insumos, herança histórica e principalmente o gosto popular, essas regiões fizeram sua própria cerveja de um jeito único e diferente. A escola alemã (que deu origem a parte dos estilos Tchecos, muitas vezes classificados como uma escola a parte), a escola belga (muitas vezes intitulada franco-belga) e a escola britânica, deram origem aos variados estilos de cerveja que conhecemos hoje.

Baseando-se nessas escolas, um novo expoente surgiu no início dos anos 70. Utilizando-se como base os estilos já criados e potencializando as fórmulas já estabelecidas, foi dado início a uma nova forma de fazer cerveja, criada pelas mãos dos cervejeiros artesanais dos Estados Unidos. Nascia ali a escola americana, muitas vezes chamada de “Nova Escola Cervejeira”.

Nessa série de artigos, abordaremos o que são as escolas cervejeiras, quais suas características, seus estilos mais famosos, as maiores representantes e rótulos disponíveis no Brasil.

Para acompanhar os artigos daremos dicas de harmonização para cada uma dessas brejas e faremos vídeos provando e avaliando algumas cervejas de cada escola.

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