SP-Arte Rotas chega à sua aguardada quinta edição consolidando um importante movimento de expansão geográfica e cultural, reunindo setenta galerias de arte, além de museus e projetos especiais convidados na capital paulista. O evento, programado para acontecer entre os dias vinte e seis e trinta de agosto na ARCA, reafirma o propósito fundamental de mergulhar profundamente na produção artística brasileira, prestando atenção especial aos talentos criativos localizados fora do eixo tradicional entre Rio de Janeiro e São Paulo. Desde a sua concepção inicial em 2022, a feira tem se destacado por oferecer aos visitantes a oportunidade de conhecer iniciativas curatoriais inéditas e produções que muitas vezes permanecem restritas a âmbitos regionais, além de revelar novos nomes que prometem despontar na cena contemporânea nos próximos anos.


Novidades na programação da SP-Arte Rotas
Nesta edição especial, a SP-Arte Rotas decide estreitar ainda mais as fronteiras com os países vizinhos da América Latina, incorporando galerias vindas do Uruguai, da Argentina e da Colômbia, além de contar com a participação de uma casa italiana, dando forte continuidade à internacionalização iniciada no ano anterior. Entre as novidades que estreiam no pavilhão estão nomes como Apartamento 61, Boi, Casa do Povo, Casa Seva, Casa Triângulo, Errol Flynn, Gruta, Jaider Esbell, Lucas Recchia, Midlej, Ocupá, Pórtico e Refresco. Elas dividem os corredores e espaços do evento com marcas já consagradas no mercado, como Almeida & Dale, DAN, Flexa, Galatea, Gomide&Co, Luciana Brito, Marilia Razuk e Vermelho, representando diversos estados brasileiros, do Maranhão ao Rio Grande do Sul, passando por Alagoas, Ceará, Pernambuco, Bahia e pela região Centro-Oeste.
Projetos especiais e curadoria na SP-Arte Rotas
A programação também se destaca por abrir espaço para projetos curatoriais e institucionais de relevância nacional, como o ateliê-escola Sertão Negro, fundado por Dalton Paula em Goiânia e que celebra cinco anos de atuação. A Galeria Ocupá busca construir pontes férteis entre a Zona Sul carioca e territórios periféricos do Rio de Janeiro, enquanto a Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea atua como um espaço autônomo baseado em Boa Vista, concentrando-se na produção artística originária. Outro destaque é a participação da Casa do Povo, que exibe pinturas realizadas por artistas maxakali vinculados à Aldeia-Escola-Floresta, situada na região mineira de Teófilo Otoni. A direção artística deste ano está sob a responsabilidade do curador e pesquisador Bernardo Mosqueira, reconhecido internacionalmente por sua trajetória em instituições de Nova York e do Rio de Janeiro. A lista completa de galerias e expositores pode ser consultada diretamente em https://www.sp-arte.com/exposito.
Diversidade e saberes ancestrais na SP-Arte Rotas
Explorando conexões entre memória, território e novos diálogos, os estandes apresentam recortes temáticos que valorizam saberes têxteis, indígenas e ancestrais. A W-galería aproxima as pesquisas de Mónica Millán, Chonon Bensho e Florencia Sadir, unindo práticas paraguaias, a cosmovisão Shipibo-Konibo e investigações sobre os ciclos naturais andinos. Outras iniciativas coletivas e individuais preenchem os espaços da feira com discussões sobre surrealismo, erotismo, narrativas amazônicas e cantos de trabalho. Para saber mais sobre eventos culturais, lançamentos e dicas de lifestyle, acesse o brejada.com.