
Osesp mergulha na música japonesa com Fabio Zanon e regência

A música japonesa ganha destaque absoluto nos próximos concertos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. A Temporada Osesp 2026 apresenta um programa instigante que explora sonoridades orientais e clássicos europeus. Sob a regência do maestro holandês Jac van Steen, o público terá uma experiência musical única. As apresentações ocorrem na icônica Sala São Paulo entre os dias 8 e 10 de outubro.

Além da regência de Jac van Steen, o evento conta com solistas de renome internacional. O violonista brasileiro Fabio Zanon assume o protagonismo ao lado do oboísta Ricardo Barbosa. Eles interpretam obras que transitam entre o onírico e a tradição sinfônica. Portanto, trata-se de uma oportunidade imperdível para os amantes da música erudita.

A influência da música japonesa na programação da Osesp
A primeira parte do concerto é inteiramente dedicada ao universo criativo de Toru Takemitsu. Este compositor é amplamente reconhecido como um dos mais importantes nomes da música japonesa do século XX. A obra de abertura, intitulada To the Edge of Dream, promove um diálogo sofisticado entre o violão e a orquestra. Assim, as ideias musicais são transformadas sob diversas perspectivas tímbricas.
Takemitsu sempre demonstrou uma atenção especial às cores sonoras e atmosferas evocativas. Muitas de suas composições são inspiradas pela própria natureza, criando um ambiente sensorial profundo. Em seguida, o público poderá conferir a peça Klartraum, da compositora contemporânea Noriko Baba. Esta obra busca recriar o estado de transição entre o sono e a vigília, explorando sensações de instabilidade.
Explorando a sensibilidade sonora e o oboé d’amore
O percurso pela música japonesa continua com a obra Vers, l’arc-en-ciel, Palma, novamente assinada por Takemitsu. Esta peça foi concebida como uma homenagem ao pintor espanhol Joan Miró. Nela, o uso do oboé d’amore, que possui um timbre mais doce e suave que o tradicional, é fundamental. Desta forma, Fabio Zanon e Ricardo Barbosa dividem o protagonismo em uma performance que exige grande sensibilidade técnica.

A grandiosidade de Dvorák após a música japonesa
Encerrando a noite com chave de ouro, o maestro Jac van Steen conduz a Sinfonia nº 6 em Ré maior, de Antonín Dvorák. Composta em 1880, a obra representa um marco na maturidade artística do compositor tcheco. Ela consegue unir com perfeição a tradição sinfônica germânica e referências à música popular de sua terra natal. Com efeito, o resultado é uma peça marcada por um lirismo contagiante e vigor rítmico.
A escolha de Dvorák após a imersão na música japonesa cria um contraste interessante para o ouvinte. Enquanto a primeira parte foca na introspecção e na atmosfera onírica, a sinfonia traz a grandiosidade sinfônica. Portanto, o programa foi cuidadosamente desenhado para manter o público envolvido do início ao fim. A riqueza melódica de Dvorák é, sem dúvida, o fechamento ideal para este concerto.
Serviço completo e acesso à música japonesa
A Temporada Osesp 2026 oferece diversas opções para quem deseja prestigiar estes concertos. Além das apresentações regulares, existe a série ‘Osesp duas e trinta’, que ocorre na sexta-feira, dia 9 de outubro. Este formato oferece ingressos a preços populares, facilitando o acesso de um público mais amplo. Além disso, a apresentação de sábado, dia 10, contará com transmissão ao vivo pelo canal oficial da orquestra no YouTube.
A Osesp é uma instituição fundamental na cultura paulista e brasileira desde 1954. Ela realiza cerca de 130 concertos anualmente, alcançando milhares de pessoas. Através de projetos como o ‘Osesp Itinerante’, a orquestra promove o contato com a música em diversas regiões. Desta forma, a entidade cumpre seu papel de transformar a sociedade por meio da arte. Você pode conferir mais detalhes visuais em nesta imagem oficial da temporada.
Sobre os artistas convidados e a orquestra
Jac van Steen possui uma trajetória internacional de destaque, tendo atuado em grandes instituições europeias. Ele já foi regente convidado da BBC National Orchestra of Wales e da Orquestra Sinfônica de Praga. Atualmente, colabora com a Ulster Orchestra e dedica-se intensamente à formação de novos maestros. Sua presença na regência garante uma interpretação refinada da música japonesa e do repertório clássico.
Fabio Zanon, por sua vez, é um dos violonistas brasileiros mais respeitados no cenário mundial. Com uma carreira que abrange mais de 50 países, ele é um verdadeiro embaixador do violão clássico. Além de solista, Zanon atua como professor na Royal Academy of Music de Londres. Por fim, Ricardo Barbosa completa o time de solistas, trazendo sua expertise técnica e sensibilidade artística ao oboé d’amore.
O legado da Osesp na difusão cultural
A Fundação Osesp, responsável pela administração da orquestra desde 2005, mantém um compromisso constante com a excelência. Sob a direção musical de Thierry Fischer, a orquestra continua a realizar turnês internacionais em salas prestigiadas. Desde o Carnegie Hall até o Concertgebouw de Amsterdã, a Osesp leva a música brasileira para o mundo. Contudo, seu foco principal permanece o público paulista.
A diversidade de repertório, que inclui desde a música japonesa moderna até as sinfonias românticas, demonstra a versatilidade do grupo. A orquestra também mantém um coro profissional e grupos de câmara de alto nível. Assim, a experiência oferecida na Sala São Paulo vai muito além de um simples concerto. É, na verdade, um mergulho profundo na história e na inovação musical. Para saber mais sobre o cenário cultural, visite brejada.com.

