
Gerações consomem cultura: o impacto do streaming e artesanato

As gerações consomem cultura de maneiras profundamente distintas no cenário atual brasileiro. Compreender essas nuances é fundamental para empresas e profissionais de recursos humanos. Um levantamento recente realizado pela Caju, empresa de tecnologia focada em benefícios e gestão de pessoas, trouxe luz a esse comportamento. A análise baseou-se em informações agregadas e anonimizadas de sua vasta base de 1,3 milhão de usuários. O estudo abrange gastos com serviços de streaming, cinema, leitura, turismo, além de costura e artesanato.

Como as gerações consomem cultura no ambiente digital
O consumo digital perde força à medida que a idade dos usuários avança nas estatísticas. Para a Geração Z, os serviços digitais representam cerca de 40,6% das transações culturais realizadas. Por outro lado, esse índice cai para 36,6% entre os Millennials, chegando a 24,7% na Geração X. Por fim, entre os Baby Boomers, o consumo digital atinge apenas 16,8% do total.
A dominância do streaming entre os jovens
Entre os integrantes da Geração Z, o consumo é impulsionado fortemente por plataformas de vídeo. TV e streaming lideram as transações, alcançando 21,65% do volume total. Em seguida, aparecem outros serviços digitais, com 18,53%, e o cinema, que soma 10,74%. Esse padrão de comportamento é bastante similar ao observado entre os Millennials.
A transição para atividades manuais
Contudo, o cenário muda drasticamente quando observamos os grupos mais velhos. Hobbies, costura e artesanato percorrem um caminho inverso ao digital. Essas atividades passam de 15,6% na Geração Z para expressivos 37,6% entre os Baby Boomers. Portanto, nota-se uma preferência clara por atividades práticas e manuais conforme a maturidade aumenta.
O crescimento do ticket médio por faixa etária
Além das preferências, o valor gasto por transação revela um comportamento interessante. O ticket médio cresce de forma constante conforme a idade do colaborador. Na Geração Z, o valor médio por gasto cultural é de R$ 37,33. Já entre os Millennials, esse montante sobe para R$ 47,69 por operação.
A tendência de alta continua nas faixas etárias mais elevadas. Na Geração X, o ticket médio alcança R$ 55,17. Enquanto isso, os Baby Boomers registram o maior valor, chegando a R$ 64,69. É importante notar que 81,89% das transações culturais dos mais jovens ficam abaixo de R$ 50.
O papel da leitura e do turismo no lazer
A leitura ganha um espaço cada vez maior conforme as gerações consomem cultura ao longo do tempo. Esta categoria representa 14,18% das transações na Geração Z. Posteriormente, o índice sobe para 15,72% entre os Millennials e 17,62% na Geração X. Entre os Baby Boomers, o interesse pela leitura atinge 20,34% das operações.
Por outro lado, o entretenimento presencial apresenta uma variação muito menor entre os grupos. Ele responde por uma parcela entre 22,91% e 26,57% em todas as faixas analisadas. Além disso, as atrações turísticas possuem um peso relevante para os mais velhos. Entre os Baby Boomers, o turismo representa 12,93% das transações culturais realizadas.
Concentração das transações e gestão de benefícios
Os dados da Caju mostram uma alta concentração de uso nas gerações mais novas. Millennials e Geração Z, juntos, respondem por 86,3% das operações em cultura. Especificamente, os Millennials representam 47,87% do volume total, seguidos pelos 38,43% da Geração Z.
Em contrapartida, a Geração X responde por 12,39% das operações. Os Baby Boomers representam 1,31% desse volume total de transações. Lucas Fernandes, CHRO da Caju, destaca a importância desses recortes. Segundo ele, esses dados ajudam o RH a entender melhor os hábitos da força de trabalho.
A importância da análise de dados para o RH
Ter uma base com mais de 1,3 milhão de usuários permite identificar comportamentos específicos. Isso possibilita entender como o consumo de benefícios acompanha interesses distintos. O levantamento foi feito a partir de transações em mais de 12 milhões de estabelecimentos. Caso identifique algum erro ou precise relatar algo, clique aqui para reportar.
Conclusão sobre como as gerações consomem cultura
Em resumo, as gerações consomem cultura de formas que refletem suas fases de vida e prioridades. Enquanto os jovens priorizam a rapidez e a conveniência do streaming, os mais velhos valorizam o artesanato e a leitura. Essa diversidade reforça a necessidade de estratégias flexíveis de benefícios corporativos. As empresas precisam estar atentas a essas mudanças para oferecer soluções que realmente agreguem valor.
Com seis anos de mercado, a Caju atende mais de 70 mil empresas no Brasil. A plataforma busca simplificar e integrar a gestão de benefícios e despesas. Para mais informações sobre tendências de lifestyle e o universo cervejeiro, confira nosso portal em brejada.com.
Mais sobre gerações consomem cultura
Quem acompanha o setor sabe que gerações consomem cultura segue entre os temas mais comentados, e a tendência deve continuar nos próximos meses. Profissionais do segmento apontam que o interesse do público só aumenta, e as expectativas para o futuro são cada vez mais positivas.
O que esperar de gerações consomem cultura
Com o crescimento do interesse por gerações consomem cultura, consumidores e especialistas esperam novidades cada vez mais relevantes. O mercado não para de evoluir e traz surpresas agradáveis para quem acompanha de perto as tendências do setor.
O levantamento da Caju, realizado com dados anonimizados de 1,3 milhão de usuários, não apenas quantifica, mas também revela nuances culturais que transcendem números. Por exemplo, enquanto a Geração Z e os Millennials, responsáveis por 86,3% das transações culturais, dominam o cenário digital, o estudo destaca que o streaming não é apenas uma preferência, mas um *habitus* — um estilo de vida consolidado. Os 21,65% do volume total de transações dessa faixa etária em plataformas como Netflix, Amazon Prime Video e Disney+, por exemplo, refletem um hábito de consumo que já ultrapassa a mera diversão, incorporando-se ao cotidiano como fonte de entretenimento, aprendizado e até mesmo socialização virtual.
O contraste com os Baby Boomers, que representam apenas 1,31% das transações, mas concentram 37,6% do gasto em hobbies manuais, evidencia uma divisão geracional ainda mais marcante. Enquanto os mais jovens investem em experiências instantâneas e compartilháveis — como séries ou filmes —, os mais velhos priorizam atividades tangíveis, como costura e artesanato, que exigem tempo e dedicação. Essa preferência não é apenas uma questão de gosto, mas também de disponibilidade: os Baby Boomers, com ticket médio de R$ 64,69, demonstram maior disposição financeira para investir em projetos de longo prazo, enquanto a Geração Z, com 81,89% das transações abaixo de R$ 50, opta por gastos menores e mais frequentes.
O papel da leitura, que cresce progressivamente das 14,18% da Geração Z aos 20,34% dos Baby Boomers, reforça essa tendência de valorização de conteúdos duradouros. Embora o turismo mantenha uma participação estável entre 22,91% e 26,57% em todas as faixas, seu peso relativo aos Baby Boomers — 12,93% das transações — sugere que, para essa geração, viagens e experiências presenciais não são apenas lazer, mas também uma forma de preservar memórias e conexões interpessoais, algo menos valorizado pelos mais jovens em meio à digitalização acelerada.
Para Lucas Fernandes, CHRO da Caju, esses dados não são apenas estatísticas, mas um *termômetro* do que as empresas precisam oferecer aos colaboradores. Com mais de 70 mil clientes atendidos em seis anos, a plataforma da Caju não se limita a registrar transações: ela mapeia padrões que ajudam os departamentos de RH a personalizar benefícios. Por exemplo, enquanto uma empresa pode investir em assinaturas de streaming para atrair Millennials, outra pode priorizar descontos em lojas de artesanato ou clubes de leitura para atrair Baby Boomers. Essa segmentação, baseada em 12 milhões de estabelecimentos parceiros, mostra como o consumo cultural já não é um nicho, mas um pilar estratégico na gestão de pessoas.
A concentração de transações nas gerações mais novas também abre espaço para reflexões sobre equilíbrio. Embora os Millennials e a Geração Z representem 47,87% e 38,43% das operações, respectivamente, os dados sugerem que o mercado ainda subestima as necessidades dos mais velhos. Afinal, enquanto os jovens buscam conveniência, os Baby Boomers — apesar de serem menos ativos em transações — gastam mais por operação, indicando uma fidelização maior a benefícios que alinhem com suas prioridades de vida.
Leia também
Veja mais no especial Lifestyle Brejada.

