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Osesp celebra a música espanhola com regente Thierry Fischer

27 de outubro de 2026 · Kadu Mendes · 7 mins de leitura

A música espanhola ganha um destaque especial nos palcos paulistanos durante esta semana de outubro de 2026. A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, conhecida como Osesp, prepara um programa vibrante para o público. Sob a batuta de seu Diretor Musical e Regente Titular, Thierry Fischer, o grupo promete uma imersão cultural profunda. A apresentação ocorre entre quinta-feira, dia 29 de outubro, e sábado, dia 31 de outubro. O cenário escolhido para este encontro é a tradicional Sala São Paulo.

música espanhola - foto
música espanhola – foto

A riqueza cultural da música espanhola na Sala São Paulo

O projeto, intitulado ¡Viva España!, busca explorar a diversidade sonora da Península Ibérica. Além disso, a Osesp convida o renomado pianista Kirill Gerstein para participar como solista. Gerstein é amplamente reconhecido como um dos intérpretes mais destacados da cena clássica atual. Juntos, eles propõem um percurso que atravessa tradições populares, modernidade e o nacionalismo musical. Por isso, o repertório selecionado promete encantar desde os ouvintes casuais até os mais eruditos.

A abertura do concerto traz uma seleção de trechos da obra Iberia, de Isaac Albéniz. Originalmente escrita para piano entre 1905 e 1909, esta peça é uma verdadeira obra-prima. Ela é considerada uma das realizações máximas do nacionalismo musical na Espanha. Com efeito, a coleção evoca paisagens, ritmos e sonoridades características da região, especialmente da Andaluzia. O compositor conseguiu combinar referências ao flamenco e ao fandango com influências impressionistas refinadas.

Inovação e tradição no repertório da Osesp

Logo após a abertura, o público poderá conferir a estreia latino-americana do Concerto para piano de Francisco Coll. Esta obra foi encomendada conjuntamente por diversas instituições, incluindo a própria Osesp e a Orquestra Sinfônica de Boston. A peça, estruturada em três movimentos, explora uma relação intensa entre o solista e o conjunto orquestral. Em diversos momentos, o piano alterna protagonismo com passagens onde se integra à textura da orquestra. Assim, a obra demonstra como a música espanhola contemporânea continua evoluindo e surpreendendo as plateias globais.

Para encerrar o programa, a Osesp apresenta as Suítes nº 1 e nº 2 de O Chapéu de Três Pontas, de Manuel de Falla. Estas peças foram extraídas do balé homônimo que estreou em Londres, no ano de 1919. O libreto foi baseado na obra de Pedro Antonio de Alarcón. Além disso, a montagem original contou com coreografia de Léonide Massine e cenários assinados por Pablo Picasso. Essa colaboração foi criada para os lendários Ballets Russes, companhia de Sergei Diaghilev. Com isso, o balé revolucionou a produção artística e cultural do início do século XX.

O legado da Osesp na cena musical brasileira

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo é um pilar da cultura paulista e brasileira desde 1954. A instituição promove transformações culturais e sociais profundas em todo o território nacional. Atualmente, a Osesp realiza uma média de 130 concertos a cada temporada. Estes eventos alcançam cerca de 150 mil pessoas anualmente. Por outro lado, a orquestra mantém um coro profissional e diversos grupos de câmara. Também possui uma editora de partituras e uma plataforma educacional vibrante. Para mais detalhes sobre a orquestra, acesse esta imagem ilustrativa.

A gestão da orquestra é feita pela Fundação Osesp desde 2005. Ao longo das décadas, o grupo realizou turnês em diversos estados brasileiros. Da mesma forma, a Osesp expandiu suas fronteiras para a América Latina, Estados Unidos, Europa e China. A orquestra já se apresentou em palcos de renome internacional, como o Carnegie Hall, em Nova York. Também marcou presença no Concertgebouw de Amsterdã e na Philharmonie de Berlim. Além disso, participa de festivais importantes, como o BBC Proms. Desde 2008, o projeto Osesp Itinerante leva oficinas e cursos de apreciação musical ao interior de São Paulo.

Thierry Fischer e a regência da música espanhola

Thierry Fischer assumiu o posto de diretor musical e regente titular da Osesp em 2020. Antes dele, a orquestra foi liderada por Marin Alsop entre 2012 e 2019. Outros nomes fundamentais na história da regência da casa incluem Yan Pascal Tortelier e John Neschling. Também passaram pelo comando Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Atualmente, Fischer também atua como diretor musical da Orquestra Sinfônica de Castilla y León, na Espanha. Essa dupla função demonstra sua profunda afinidade com a música espanhola e suas nuances.

A trajetória de Fischer é marcada por passagens por instituições de prestígio global. Ele foi diretor artístico da Sinfônica de Utah de 2009 até 2023, tornando-se diretor artístico emérito. Ademais, atuou como principal regente convidado da Filarmônica de Seul. Também foi regente titular da Filarmônica de Nagoya. O maestro iniciou sua carreira musical como Primeira Flauta em Hamburgo e na Ópera de Zurique. Em 2023, recebeu o prêmio Gramophone pela gravação de Des canyons aux étoiles, de Olivier Messiaen. Durante a temporada de 2024, ele liderou a Osesp em uma turnê histórica pelos 70 anos do grupo.

O virtuosismo de Kirill Gerstein como solista

Kirill Gerstein é reconhecido mundialmente como um pianista versátil e inovador. Nascido em Voronezh, na Rússia, ele construiu uma carreira sólida e respeitada. Sua trajetória combina virtuosismo técnico com uma curiosidade intelectual constante. O artista possui uma amplitude de repertório que impressiona críticos e o público em geral. Por isso, sua participação no concerto ¡Viva España! é um dos pontos altos da temporada. Sua interpretação da obra de Francisco Coll promete ser um marco técnico e artístico.

A apresentação de sábado, dia 31 de outubro, terá um diferencial importante para o público. O concerto, marcado para as 16h30, será transmitido ao vivo pelo canal oficial da Osesp no YouTube. Desta forma, a instituição amplia o acesso à música espanhola de alta qualidade. É uma oportunidade única para acompanhar a performance de Gerstein fora dos limites da sala de concertos. O evento celebra não apenas a técnica, mas a emoção contida nas composições escolhidas. A diversidade do programa reflete o compromisso da Osesp com a excelência artística.

Conclusão sobre o concerto ¡Viva España!

Em resumo, o programa ¡Viva España! é um convite irresistível para os amantes da música clássica. A combinação da regência de Thierry Fischer com o piano de Kirill Gerstein eleva a experiência. As obras de Albéniz, Coll e Falla oferecem um panorama completo da riqueza ibérica. Além disso, a estrutura do concerto permite uma transição fluida entre o nacionalismo e a modernidade. Com isso, a Osesp reforça seu papel central na difusão da arte sinfônica no Brasil. A expectativa para as apresentações é alta entre os frequentadores da Sala São Paulo.

Por fim, vale destacar a importância de eventos como este para a cultura paulista. A Osesp continua a promover encontros memoráveis entre grandes solistas e o público local. A dedicação da orquestra em trazer estreias latino-americanas demonstra seu vanguardismo. Portanto, não perca a chance de prestigiar este ciclo de concertos dedicado à música espanhola. Para mais notícias sobre o universo da cerveja e eventos culturais, confira o site Brejada.

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