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Jessica Costa expande as possibilidades da tapeçaria em SP | Tape

24 de outubro de 2026 · Kadu Mendes · 7 mins de leitura

A tapeçaria em individual de Jessica Costa chega à Zipper Galeria em outubro de 2026. Esta exposição marca um novo momento na carreira da artista paulistana. Ela é reconhecida por obras que desafiam os limites tradicionais das molduras. Originalmente, seu trabalho buscava expandir o volume das peças para o espaço. Contudo, desta vez, a proposta segue um caminho de introspecção e redução.

tapeçaria em individual - foto
tapeçaria em individual – foto

O projeto intitulado “Aquilo que não cabe” ocupa o salão principal da galeria. A curadoria é assinada por Carollina Lauriano, que acompanhou de perto o processo criativo. Ademais, a mostra reúne esculturas de grande formato e obras têxteis inéditas. Portanto, o público poderá conferir uma investigação profunda sobre a forma e a matéria.

tapeçaria em individual - foto
tapeçaria em individual – foto

A tapeçaria em individual que questiona padrões

A gênese desta tapeçaria em individual ocorreu durante uma visita ao ateliê da artista. Na ocasião, a curadora observou uma peça tridimensional distinta. Originalmente, Jessica criava tapeçarias que extrapolavam o plano bidimensional. No entanto, aquela escultura específica abriu portas para um exercício criativo novo. Assim, ambas decidiram imaginar como as formas poderiam diminuir gradativamente.

Desta forma, surgiu a série “Antes e Depois”, composta por quatro esculturas. O volume dessas peças diminui progressivamente em uma sequência lógica. Cada objeto deriva do anterior, porém com proporções visivelmente alteradas. Consequentemente, a artista estabelece um paralelo com registros comuns nas redes sociais. Essas imagens frequentemente comparam o corpo de uma pessoa em diferentes momentos temporais.

Principalmente, essas referências remetem às pressões ligadas ao emagrecimento. A redução do volume na obra se torna uma metáfora clara. Ela espelha as cobranças intensas sobre o corpo feminino na sociedade contemporânea. Além disso, a expectativa de que o corpo precise diminuir para se adequar é central. Por fim, a arte se torna um espelho crítico dessas imposições culturais.

Trajetória e técnica na tapeçaria em individual

O interesse pela corporalidade não é algo novo na carreira da artista. Antes de se dedicar integralmente às artes visuais, ela trabalhou com moda. Nesse setor, aprendeu a lidar com medidas, proporções e modelagem técnica. Consequentemente, o corpo sempre serviu como suporte para a construção de suas roupas. Esse conhecimento permanece vivo em sua tapeçaria em individual atual.

Para criar as novas esculturas, ela adapta técnicas de modelagem plana. O processo consiste em criar uma espécie de segunda pele para as estruturas. Além disso, a curadora aponta que a moda carrega valores opressivos. Embora seja vista como expressão de individualidade, ela impõe limites rígidos. Por isso, a exposição tensiona essas questões de gênero e padrões estéticos.

Ademais, a nova escala exigiu mudanças no tempo de produção. Cada escultura passa por cerca de doze etapas distintas de trabalho. A aplicação da técnica de tufagem é realizada individualmente em cada peça. Esse método insere fios sobre uma base de tecido com precisão. Assim, a artista constrói superfícies táteis que convidam o espectador a refletir. Para ver mais detalhes visuais, acesse este link.

Detalhes da execução artística

As trocas de cor na tapeçaria em individual são feitas com extremo cuidado. Antigamente, a artista utilizava tons vibrantes e saturados. Todavia, nesta exposição, a paleta de cores é mais contida. Tons escuros aparecem nos contornos para definir melhor as formas. Por outro lado, as cores claras ocupam o centro das obras. Essa escolha cromática acentua os volumes de maneira estratégica.

A série “Voluptuosa” é um destaque importante dentro da mostra. Ela reúne sete trabalhos que partem de formatos geométricos básicos. Algumas obras são retangulares e outras possuem formato quadrado. Nas peças retangulares, as formas escapam das molduras de forma orgânica. Já nos quadrados, a expansão ocorre de maneira irregular e surpreendente.

Para estas peças, a artista utiliza espuma expansiva e alças de sutiã. Tais elementos estão diretamente ligados à contenção do corpo feminino. Eles ajudam a construir volumes que excedem os contornos esperados. Portanto, a materialidade reforça a crítica social proposta pela curadora. É um trabalho que exige tempo de contemplação do visitante.

Reconhecimento e contexto da tapeçaria em individual

Jessica Costa possui uma formação sólida em Desenho de Moda. Sua trajetória no universo têxtil inclui crochê, bordado e ensino técnico. Nos últimos anos, ela ampliou sua presença no circuito artístico nacional. Em 2024, realizou a mostra “Na Altura dos Olhos” na Zipper Galeria. Posteriormente, em 2025, foi finalista do prestigiado Loewe Foundation Craft Prize.

Além disso, a artista integrou o Hopper Prize com destaque. Atualmente, ela participa da coletiva “Tecituras” no Farol Santander. Esses marcos consolidam sua posição como um nome relevante na arte contemporânea. Com efeito, sua tapeçaria em individual é um desdobramento maduro de sua pesquisa. O público pode conferir a exposição a partir de 8 de outubro.

A mostra permanece aberta até o dia 18 de dezembro de 2026. A entrada é gratuita para todos os interessados em arte têxtil. A Zipper Galeria está localizada na Rua Estados Unidos, em São Paulo. Recomenda-se verificar o site oficial para horários de funcionamento. Desta forma, você garante uma visita tranquila e proveitosa.

Impacto da tapeçaria em individual na cena paulistana

A exposição reforça a importância das galerias no fomento à arte. Ao abrir espaço para a tapeçaria em individual, a Zipper Galeria promove o diálogo. A curadoria de Carollina Lauriano é fundamental para essa experiência. Ela provoca a artista a investigar lugares para fugir das armadilhas da moda. Consequentemente, o espectador é convidado a pensar sobre sua própria relação com o corpo.

Além disso, o uso de materiais inusitados enriquece a narrativa. A combinação de espuma e alças de sutiã é provocativa. Ela transforma objetos de uso cotidiano em arte reflexiva. Por isso, a mostra se destaca no calendário cultural de São Paulo. É um convite para olhar a tapeçaria sob uma nova ótica.

Em resumo, a exposição é um marco na carreira de Jessica Costa. Ela demonstra que a arte pode ser, simultaneamente, técnica e política. A transição do volume expandido para a redução é um desafio. No entanto, o resultado final é coeso e instigante. Não perca a oportunidade de visitar esta mostra singular na capital paulista.

Serviço completo da tapeçaria em individual

Para quem deseja visitar a tapeçaria em individual, aqui estão os dados. O local é a Zipper Galeria, situada no Jardim América. O endereço exato é Rua Estados Unidos, número 1494. A abertura oficial ocorre no dia 8 de outubro de 2026. A partir dessa data, o público pode conferir as obras livremente.

A entrada é gratuita durante todo o período expositivo. Caso precise de mais informações, consulte o site oficial da galeria. Também é possível acompanhar as novidades pelo perfil nas redes sociais. A assessoria de imprensa responsável é a Cor Comunicação. Eles estão à disposição para dúvidas de jornalistas e produtores.

Ademais, a exposição é um excelente ponto de partida para discussões. Seja sobre arte têxtil ou sobre pressões sociais contemporâneas. Por fim, aproveite para conhecer outros conteúdos sobre o universo das artes e lifestyle. Para mais novidades sobre eventos e cultura, visite o portal brejada.com.

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