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Rosana Augusto: a intensidade, o Maracanã de 2007 e o que a jogadora ensinou à treinadora

19 de outubro de 2026 · Kadu Mendes · 4 mins de leitura

Rosana Augusto chegou ao painel de lendas da CONMEBOL Libertadores, no evento Amstel × CONMEBOL, com uma palavra na ponta da língua: intensidade. Ex-jogadora multicampeã e hoje treinadora, ela falou da diferença entre estar em campo e comandar de fora, do Maracanã lotado no Pan de 2007 e da resposta sincera sobre o futuro na beira do gramado.

Vídeo em modo automático (sem som) — ative o som no player. Rosana Augusto no painel de lendas da CONMEBOL Libertadores, no evento Amstel × CONMEBOL.

Jogadora x treinadora: “muda tudo”

“Muda tudo. É muito mais fácil ser jogadora”, garante Rosana. Para ela, quem joga executa a proposta e vai para casa descansar; quem treina não para nunca. “Como treinadora, não para nunca. A mente não para. Por isso que eu estou sempre cansada — mais do que quando eu jogava.”

A palavra é intensidade

Rosana conta que brinca com as jogadoras sobre a palavra que mais gosta. “Intensidade. Mas quando eu falo intensidade, todo mundo pensa que é correr rápido. Não é.” Para ela, a intensidade está em cada ação: “no comportamento, em pensar antes, em se entregar. Intensidade no meu comportamento como ser humano, porque eu preciso fazer o meu melhor dentro daquilo que eu tenho.”

A estudiosa que estudaria ainda mais

Questionada sobre o que mudaria se pudesse voltar no tempo, a treinadora não hesitou: estudaria ainda mais a parte tática. “A vida é uma grande competição”, resume. Ela conta que tentava antecipar situações dentro de campo, mas hoje enxerga o jogo de outra forma. “Hoje a minha leitura é muito diferente.”

Jogadora em campo com a camisa do Olympique Lyonnais
Rosana Augusto pelo Olympique Lyonnais (foto: Liondartois/Wikimedia Commons — CC BY-SA 3.0)

O frio na barriga do túnel

Questionada sobre o ritual antes das decisões, Rosana lembrou do momento que considera o melhor. “Eu tinha um frio na barriga quando tocava aquela música inicial. Eu ia subindo no túnel e dava frio na barriga — e era o melhor momento, na verdade.”

Champions e a diferença das torcidas

Com passagem pela Champions League, Rosana compara os ambientes. “A torcida aqui é muito mais paixão, muito mais emoção. Lá fora eles são um pouco mais contidos, um pouco mais sérios, não tem tanta catimba.” E, longe de se abalar com a pressão contrária, ela via nisso um combustível: “Com a torcida adversária, me senti motivada também. Nunca tive problema com isso.”

Maracanã 2007: “o momento mais legal da minha carreira”

O ponto alto, segundo ela, foi o Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro. “Tinham 60 mil pessoas no Maracanã e a minha família, a primeira vez que me assistiu ao vivo pela Seleção Brasileira. Foi um momento marcante.” Naquela campanha, o time ficou na Vila Olímpica. “A gente dividia os quartos e se unia muito mais — tinha uma relação muito mais próxima.”

A Libertadores feminina à vista

“Libertadores é a queridinha dos brasileiros”, brinca Rosana. Com a competição feminina batendo à porta, ela fala da dificuldade extra: “A estrutura da Libertadores feminina é um pouco diferente, e a gente já vem fazendo essa preparação.”

“Preparadíssima” — e por que agora é mais difícil

Perguntada se está pronta para conquistar uma Libertadores como treinadora, a resposta veio rápida: “Tudo pronto, preparadíssima.” Logo depois, o contraponto: “Agora é muito mais difícil, porque eu não entro mais em campo. No jogo você consegue manipular algumas situações, mas as jogadoras são quem sempre vão decidir.”

Painel de lendas da CONMEBOL Libertadores no evento Amstel x CONMEBOL
Rosana Augusto no painel de lendas da CONMEBOL Libertadores, no evento Amstel × CONMEBOL (foto: TVBrejada/divulgação)

O painel completo

Além deste papo, o painel de lendas da CONMEBOL Libertadores reuniu Diego Lugano, Rosana Augusto, Chicão e Carlos Germano. A conversa integra a cobertura da TVBrejada para o evento Amstel × CONMEBOL.

Por isso, os quatro papos estão publicados no canal — assista também:

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