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Chicão: o pênalti do Cássio, a Bombonera e a emoção do Mundial de 2012

19 de outubro de 2026 · Kadu Mendes · 5 mins de leitura

Chicão foi direto ao ponto no painel de lendas da CONMEBOL Libertadores, no evento Amstel × CONMEBOL: quando o assunto é a campanha de 2012, a primeira imagem que vem à cabeça é a defesa de Cássio. O ex-zagueiro do Corinthians, campeão da Libertadores e do Mundial naquele ano, contou o que sentiu, por que ninguém do elenco pensava na disputa de pênaltis e como é, hoje, assistir futebol como torcedor.

Vídeo em modo automático (sem som) — ative o som no player. Chicão no painel de lendas da CONMEBOL Libertadores, no evento Amstel × CONMEBOL.

A primeira imagem de 2012: a defesa do Cássio

Perguntado sobre o que a Libertadores de 2012 evoca de imediato, Chicão não hesitou: “Defesa do Cássio.” Para ele, foi naquele jogo contra o Vasco, na fase de grupos, que o time começou a perceber que podia ser campeão. O adversário era o atual campeão da Copa do Brasil; depois viriam o Santos, campeão de 2011, e a decisão. “Eu acho que tudo é uma construção, e a partir daquele momento”, resumiu.

Pênaltis? “Eu estava rezando para não ir”

Chicão revelou um detalhe curioso: em 2012, ele era o batedor oficial de pênaltis do Corinthians. “Eu estava rezando muito para não ir para os pênaltis, porque do outro lado tinha um baita de um goleiro, e eu não sei como ia ser o lado emocional.” No entanto, garante que o grupo não falava sobre isso. “A gente não estava pensando nos pênaltis. A gente estava pensando em conquistar a vitória e passar.”

O ritual: música antes, transformação em campo

Sobre a preparação, o ex-zagueiro contou que o ritual era simples: “Eu ficava escutando música, bem tranquilo, mas quando eu entro no campo, eu me transformava.” Segundo ele, o túnel tem um efeito parecido com o que Lugano descreveu: “quando você sai do túnel ali, aquela torcida gritando, incentivando, você se transforma.”

Zagueiro em partida pelo Corinthians no Mundial de 2012
Chicão no Mundial de Clubes de 2012, pelo Corinthians (foto: Christopher Johnson/Flickr — CC BY-SA 2.0)

Sente falta? “Hoje prefiro brincar no fim de semana”

Chicão admite que sente falta dos grandes jogos e da torcida. Porém, a rotina de pressão ficou para trás. “O que nós vivemos de pressão durante 20 anos de carreira… hoje eu prefiro brincar, final de semana. Hoje eu falo que eu sou jogador de futebol e eles são atletas de futebol”, brincou, citando a quantidade de cuidados que a nova geração precisa ter.

A Bombonera em 2012: “parecia que estava caindo”

A lembrança dos grandes ambientes veio à tona quando ele recordou o estádio do Boca Juniors. “Em 2012, entrando, parecia que estava caindo; só escutava aquele barulho da torcida.” Além disso, ele destacou o outro lado: “quando a gente faz o gol com o Marinho, a torcida do Boca se cala.”

O reconhecimento na Vila e a motivação

Um dia antes de enfrentar o Santos, no reconhecimento do gramado da Vila Belmiro, Chicão lembrou de um episódio que marcou o grupo. Torcedores adversários apareceram, e “aquilo ali motivou bastante”. O então técnico Tite repetia: “Pode jogar mais, pode jogar mais.” Para Chicão, aquela lembrança serviu de combustível para o jogo do dia seguinte.

Amizade, grupo de WhatsApp e o peso do título

Chicão mantém contato com o elenco de 2012. “Eu tenho amizade com todos, mas o mais próximo é o Alessandro, que a gente concentrava junto.” Além disso, o grupo segue vivo no WhatsApp, como o de Lugano. Sobre a conquista, ele resume o significado: “Você ser um dos primeiros a conquistar a Libertadores e dar esse título aos torcedores não tem preço.” O Corinthians era zoado por não ter o título; depois de 2012, veio também a cobrança por mais.

Torcedor: “melhor estar em campo do que torcendo”

Como torcedor, Chicão confessa que sofre mais do lado de fora. “É melhor estar em campo do que estar torcendo”, diz. “Assisti em casa, ar condicionado ligado, ventilador ligado e passando mal.”

Painel de lendas da CONMEBOL Libertadores no evento Amstel x CONMEBOL
Chicão no painel de lendas da CONMEBOL Libertadores, no evento Amstel × CONMEBOL (foto: TVBrejada/divulgação)

O painel completo

Além deste papo, o painel de lendas da CONMEBOL Libertadores reuniu Diego Lugano, Rosana Augusto, Chicão e Carlos Germano. A conversa integra a cobertura da TVBrejada para o evento Amstel × CONMEBOL.

Por isso, os quatro papos estão publicados no canal — assista também:

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