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Carlos Germano: o centenário do Vasco de 1998, o vestiário na fumaça e a emoção

19 de outubro de 2026 · Kadu Mendes · 5 mins de leitura

Carlos Germano, goleiro do Vasco campeão da Libertadores de 1998, abriu o jogo no painel de lendas da CONMEBOL Libertadores, no evento Amstel × CONMEBOL. Ele contou como o time se reergueu depois de um início ruim, o que acontecia nos vestiários mais hostis do continente e por que a torcida é, para ele, o termômetro de tudo.

Vídeo em modo automático (sem som) — ative o som no player. Carlos Germano no painel de lendas da CONMEBOL Libertadores, no evento Amstel × CONMEBOL.

1998: a luz que acendeu no México

Germano conta que a virada começou com conversa. “A gente começa muito mal a fase de grupos. Nos três primeiros jogos a gente só tinha um ponto”, lembra. Foi em um treino no México que o grupo se reuniu com o técnico Antônio Lopes. “E as coisas foram resolvidas. Depois a gente fez a diferença em casa e seguiu.”

River Plate: a final antecipada

Um jogo, em especial, mudou a confiança do elenco: o duelo contra o River Plate. “A gente já estava atravessado pelo River Plate, que no ano anterior havia nos vencido”, lembra Germano. “Quando a gente consegue passar, com aquele gol do Juninho Pernambucano, a gente sentiu que tinha condição de ser campeão.”

A liderança no vestiário

Sobre a função de liderança, Germano é direto: ela vem da experiência e da conversa. “Quando você está vendo que o negócio não está correndo bem, é reunir a rapaziada, o staff, e conversar.” Ele cita nomes do grupo: “Pegava o Mauro Galvão, extremamente experiente, campeão de Libertadores. Tinha o Juninho Pernambucano… e jovens como o Felipe e o Pedrinho, o Ramon Menezes.” Mauro Galvão, aliás, era o capitão. “Nada melhor do que ter ao lado um líder positivo, para mudar situações até dentro de campo.”

Goleiro em campo na final da Libertadores de 1998
Final da Libertadores de 1998, em Guayaquil (foto: RenanEsteves/Wikimedia Commons — CC BY-SA 3.0)

Os vestiários hostis: Olímpico e Guayaquil

Germano lembrou de dois episódios de bastidor. No Olímpico, contra o Grêmio, “quando a gente chega no vestiário, tinham pintado as paredes — então ninguém conseguia ficar dentro”. Já na final, contra o Barcelona de Guayaquil, o cenário foi outro: “Eles botaram uma fumaça para dentro do vestiário, a torcida botou fumaça. A gente trocava no corredor também, e no intervalo não deu.” Para ele, é esse tipo de história que dá graça ao futebol sul-americano.

A torcida é o termômetro de tudo

“A torcida é o termômetro de tudo”, define Germano. “Ela sabe que pode continuar cantando porque o time está bem, e sabe a hora de cobrar.” Sobre entrar num jogo grande, ele é enfático: “Em qualquer lugar que você vai pisar, é outra história. Você se prepara para tudo isso, porque é a maior competição da América.”

O centenário: “a América no nosso ano”

Germano descreve o peso do título. “Em 1998 foi o centenário do Vasco, e a gente conquista a América no nosso centenário.” Ele lembra do apito final. “O juiz pega a bola, termina o jogo, e o Vasco é campeão da Libertadores.” Depois, a emoção vem da torcida: “Quando o torcedor te dá um abraço, é pra sempre.”

O elenco de 1998 até hoje

Sobre o grupo que conquistou a América, Germano garante que a amizade segue firme. “A gente se encontra a cada dois meses no Rio, os que podem ir; almoçamos, ficamos uma tarde juntos. E tem o WhatsApp também.” Entre os mais próximos, cita Mauro Galvão e Pedrinho. Formado na base, ele jogou 15 anos no Vasco — e até hoje é lembrado como “o Carlos Germano do Vasco”.

O goleiro mais tranquilo e as três filhas

Conhecido pela calma, Germano conta que, em casa, a cobrança vem de outro lugar. “Eu tenho três filhas… e a mais velha é quem cobra mais.” Ele diz que sofre com o clube como qualquer torcedor: “Eu sou nessa paz toda, mas a gente se envolve, a gente sofre com o nosso clube.”

Painel de lendas da CONMEBOL Libertadores no evento Amstel x CONMEBOL
Carlos Germano no painel de lendas da CONMEBOL Libertadores, no evento Amstel × CONMEBOL (foto: TVBrejada/divulgação)

O painel completo

Além deste papo, o painel de lendas da CONMEBOL Libertadores reuniu Diego Lugano, Rosana Augusto, Chicão e Carlos Germano. A conversa integra a cobertura da TVBrejada para o evento Amstel × CONMEBOL.

Por isso, os quatro papos estão publicados no canal — assista também:

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