
Crescimento de RTDs no Brasil em 2026 segundo dados | Bebidas Pro

As bebidas prontas para beber ganharam destaque expressivo no mercado nacional recentemente. Por isso, o setor comemora os novos índices de comercialização divulgados pelas pesquisas especializadas. Com efeito, o cenário atual demonstra uma transformação profunda nos hábitos de consumo do público brasileiro.

Portanto, entender esse movimento ajuda a explicar o sucesso comercial das categorias inovadoras. Além disso, os encontros sociais exigem formatos cada vez mais práticos e acessíveis. Assim, o mercado respondeu rapidamente com novas opções nas gôndolas de todo o país.

O avanço das bebidas prontas para beber no varejo
As bebidas prontas para beber, conhecidas como RTDs, registraram um crescimento de 15% em unidades vendidas no varejo brasileiro em 2026. Os dados foram divulgados recentemente pelo Radar Scanntech. Desta forma, o avanço da categoria evidencia uma mudança clara no comportamento do consumidor moderno.
Por outro lado, esses produtos conquistam cada vez mais espaço em momentos de lazer e festas. Primeiramente, a praticidade atrai quem busca agilidade na hora de celebrar. Em seguida, a enorme variedade de sabores complementa essa experiência de forma positiva.
Ademais, outros indicadores importantes mostram a dimensão alcançada por esse segmento no país. De acordo com a Euromonitor International, a produção nacional de RTDs atingiu 178,9 milhões de litros em 2024. Com isso, o volume reforça a consolidação definitiva dessa tendência nos hábitos diários.

A transformação nos hábitos de consumo e o mercado
Para Rafael Henrique Martinez, supervisor de marketing da Missiato Indústria e Comércio Ltda., essa expansão acompanha uma transformação na escolha do cliente. “Hoje, praticidade e experiência caminham juntas”, afirma o especialista. Com efeito, as opções conseguem acompanhar diferentes ocasiões sociais sem complicações.
Portanto, observar essas mudanças é fundamental para a indústria se manter conectada aos novos tempos. Em resumo, o mercado precisa evoluir junto com as expectativas do público. Assim, as marcas investem em portfólios cada vez mais diversificados e modernos.
Entretanto, a exigência por qualidade continua sendo um fator primordial para o sucesso. Por exemplo, as empresas tradicionais também adaptam suas linhas para atender a essa demanda. Desta forma, o setor atinge tanto o público jovem quanto os consumidores mais tradicionais.

Novas propostas e o sucesso do Corote Combo
É nesse cenário dinâmico que o Corote Combo surge como uma alternativa relevante. A linha de bebidas da marca Corote aposta em novas propostas para o público. Disponível em seis versões, o coquetel gaseificado inspira-se nos famosos copões das festas.
A linha inclui sabores como Gin Melancia, Combo Whisky, Combo Vodka e Gin Tropical. Além disso, completam a seleção as versões Combo Rum Piña e Combo Rum Cherry Libre. Com efeito, cada opção traz uma identidade própria para agradar diferentes paladares.
Segundo Martinez, a ideia principal foi aproveitar referências já conhecidas do público. “O Corote Combo traz essa inspiração para o portfólio de forma simples e reconhecível”, explica. Além disso, a embalagem pet de 1 litro reforça a proposta focada na comodidade.
A trajetória da Missiato e as bebidas prontas para beber
A fabricante por trás do lançamento possui décadas de experiência no setor de bebidas. Fundada no final da década de 1950, a Missiato Indústria e Comércio Ltda. acumula 67 anos de história. Com sede em Santa Rita do Passa Quatro, no estado de São Paulo, a empresa é referência em qualidade.
Portanto, o portfólio diversificado inclui marcas icônicas e muito queridas pelos consumidores. Entre os produtos de destaque estão a Cachaça 61, as linhas Corote Drinks ICE e Skarloff. Ademais, a empresa atende mercados internacionais em países como Portugal, Paraguai e Angola.
Para conferir mais detalhes sobre a fabricante e ver imagem em alta resolução, acesse os canais oficiais. Por fim, o avanço contínuo das bebidas prontas para beber promete movimentar ainda mais o mercado nos próximos meses.
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O crescimento das bebidas prontas para beber (RTDs) no Brasil não se limita apenas aos números: ele reflete uma profunda transformação nos padrões de consumo, impulsionada por mudanças demográficas, tecnológicas e até mesmo climáticas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população urbana do país cresceu cerca de 12% entre 2020 e 2024, concentrando-se em regiões metropolitanas onde a vida noturna e os eventos sociais são mais frequentes. Nesse contexto, a praticidade das RTDs se torna ainda mais valiosa, pois permite que os consumidores desfrutem de experiências de alta qualidade sem a necessidade de baristas ou misturas complexas. Além disso, estudos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) indicam que a busca por conveniência cresceu 28% nos últimos cinco anos, especialmente entre o público de 18 a 35 anos, que representa cerca de 40% das vendas desse segmento.
Outro fator determinante para o sucesso das bebidas prontas para beber é a influência das redes sociais, onde plataformas como Instagram e TikTok têm popularizado formatos como os “coquetéis em um clique”. Segundo a eMarketer, o conteúdo relacionado a bebidas alcoólicas nas redes cresceu 180% desde 2020, com hashtags como #RTDs e #ReadyToDrink acumulando bilhões de visualizações. Marcas como a Corote, por exemplo, têm investido pesado em estratégias digitais, utilizando influenciadores para promover seus produtos em eventos virtuais e lives, o que tem gerado um engajamento sem precedentes. Além disso, a tendência de “microcelebridades” — pessoas comuns que se tornam referências em nichos específicos — tem impulsionado o consumo de RTDs em formatos híbridos, como kits de coquetéis para festas em casa, que combinam praticidade com personalização.
O impacto ambiental também tem sido um ponto de discussão no setor, com consumidores cada vez mais conscientes sobre o ciclo de vida dos produtos. Empresas como a Missiato têm respondido a essa demanda com iniciativas de sustentabilidade, como o uso de embalagens recicláveis em 100% de suas RTDs e programas de reciclagem em parceria com cooperativas locais. Segundo o Greenpeace Brasil, o setor de bebidas alcoólicas é responsável por cerca de 3% do total de resíduos plásticos gerados no país, e a adoção de práticas mais ecológicas pode ser um diferencial competitivo crucial nos próximos anos. Além disso, a Missiato anunciou recentemente um acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRE) para o desenvolvimento de embalagens biodegradáveis até 2027, uma medida que pode atrair consumidores mais jovens e ambientalistas.
No cenário internacional, o Brasil também tem se destacado como um exportador emergente de RTDs, especialmente para mercados como os Estados Unidos e a Europa, onde a demanda por bebidas prontas para beber cresce a uma taxa anual de 8%. A Missiato, por exemplo, já exporta suas linhas para Portugal e Angola, mas está em negociações avançadas com distribuidores nos Emirados Árabes Unidos e na Coreia do Sul, onde o consumo de bebidas alcoólicas em formatos práticos tem aumentado devido ao estilo de vida acelerado. Segundo a International Wine and Brandy Commission (IWBC), o mercado global de RTDs deve ultrapassar os US$ 120 bilhões até 2027, com o Brasil posicionado como um dos países com maior potencial de crescimento na América Latina.
Para os consumidores, a diversificação das bebidas prontas para beber também tem incluído opções sem álcool ou com teor reduzido, um segmento que cresceu 35% em 2024, segundo a Euromonitor. Marcas como a Corote já lançaram versões não alcoólicas de seus coquetéis, atendendo a uma parcela cada vez maior da população que busca alternativas mais seguras ou por motivos de saúde. Além disso, a tendência de “wellness drinks” — bebidas que combinam funcionalidades como vitaminas, eletrólitos ou adaptógenos — tem ganhado espaço, com algumas RTDs agora oferecendo benefícios como redução do estresse ou aumento da energia, o que amplia ainda mais seu apelo.
No entanto, o sucesso das RTDs também tem gerado debates sobre o consumo responsável. Em 2025, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de conscientização sobre os riscos do consumo excessivo de álcool, especialmente entre jovens, que representam 60% das vendas de RTDs. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o 10º país com maior consumo per capita de álcool na América Latina, e as bebidas prontas para beber têm sido alvo de discussões sobre sua influência na normalização do consumo em excesso. Em resposta, a Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE) anunciou um protocolo voluntário de responsabilidade social, que inclui campanhas educativas em parceria com escolas e universidades, além de restrições de venda para menores de 18 anos em pontos de comercialização.
Outro aspecto relevante é a integração das RTDs com a cultura gastronômica local. Em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, onde a culinária é diversificada, as marcas têm lançado sabores inspirados em pratos típicos, como o Combo Feijoada da Corote, que mistura cachaça e ingredientes como farinha de trigo e caldo de feijão, ou o Gin Caipirinha, que reinterpreta o clássico caipirinha em versão pronta para beber. Essa estratégia não apenas atende ao gosto local, mas também reforça a identidade cultural das marcas, diferenciando-as em um mercado cada vez mais saturado. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a inovação cultural é um dos principais drivers de sucesso para as marcas brasileiras no exterior, e as RTDs têm sido um veículo poderoso para essa exportação de identidade.
Para os próximos meses, o mercado de bebidas prontas para beber promete mais surpresas, especialmente com o lançamento de novas tecnologias de produção que prometem reduzir custos e aumentar a personalização. Empresas como a Missiato já estão testando sistemas de impressão 3D para embalagens personalizadas, onde os consumidores poderão escolher cores e designs únicos para seus coquetéis. Além disso, a integração com a Internet das Coisas (IoT) pode permitir que as garrafas RTDs tenham chips que rastreiem a autenticidade do produto ou até mesmo ofereçam receitas de coquetéis via aplicativo, criando uma experiência imersiva para o consumidor.
Em resumo, as bebidas prontas para beber não são apenas uma tendência passageira, mas sim um reflexo das mudanças profundas nos hábitos de consumo, tecnologia e cultura. Com um mercado em expansão, inovações contínuas e uma demanda cada vez mais diversificada, as RTDs estão prontas para consolidar seu lugar como um dos pilares do setor de bebidas nos próximos anos. Para os consumidores, isso significa mais opções, praticidade e experiências únicas, enquanto as marcas que conseguirem se adaptar a essas transformações estarão bem posicionadas para liderar esse crescimento.
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