Música

Osesp resgata Korngold e Bacewicz na Sala São Paulo

19 de agosto de 2026 · contato brejada · 9 mins de leitura

A Osesp inicia mais uma semana de sua consagrada Temporada 2026 com um programa imperdível que promete movimentar o cenário cultural da capital paulista e conquistar os entusiastas da boa música. Entre quinta-feira, dia 30 de julho, e sábado, dia 1 de agosto, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo sobe ao palco da prestigiada Sala São Paulo para uma série de apresentações memoráveis sob a batuta do aclamado regente espanhol Roberto González-Monjas. Esta programação especial foi meticulosamente elaborada para homenagear e trazer de volta ao grande público duas figuras de suma importância histórica para a música do século XX, mas que acabaram injustamente relegadas ao esquecimento ao longo das décadas seguintes. A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, agindo por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, reforçam assim o compromisso inabalável com a difusão artística de alto nível e com a recuperação de tesouros musicais perdidos na história.

Osesp - foto
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Para enriquecer ainda mais esta experiência sinfônica única, o concerto contará com a participação extraordinária do talentoso violinista sul-coreano Inmo Yang, que assumirá os solos exigidos pelas partituras selecionadas. O repertório escolhido para estas noites inesquecíveis abrange obras primas que dialogam diretamente com a evolução da sonoridade orquestral moderna. Entre as peças programadas estão o empolgante Tema e variações, op. 42, e o magnífico Concerto para violino em Ré maior, op. 35, ambos assinados pelo aclamado compositor Erich Korngold. Além disso, a segunda parte do espetáculo será inteiramente dedicada à execução da vigorosa Sinfonia nº 4, uma obra-prima que coroa a trajetória de Grazyna Bacewicz. Para aqueles que não puderem comparecer presencialmente à Sala São Paulo, a instituição manterá sua tradicional transmissão ao vivo, ocorrendo no sábado, a partir das 16h30, diretamente pelo canal oficial da orquestra na plataforma YouTube, permitindo que espectadores de todo o país acompanhem cada detalhe desta performance histórica.

Osesp - foto
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A trajetória e o papel fundamental da Osesp no cenário cultural

Desde a realização de seu concerto inaugural, datado do ano de 1954, a Osesp consolidou-se de maneira definitiva como uma parte absolutamente indissociável da rica identidade cultural tanto do estado de São Paulo quanto do Brasil como um todo. Ao longo de décadas de intensa atividade, a instituição tem promovido transformações sociais e culturais profundas, levando a grande música erudita a parcelas cada vez maiores e mais diversificadas da população. Em uma temporada típica, a orquestra realiza em média cerca de 130 concertos, alcançando um público expressivo que gira em torno de 150 mil pessoas ávidas por vivências artísticas transformadoras. A direção artística e musical da instituição tem sido guiada por grandes nomes da regência mundial; atualmente, Thierry Fischer ocupa o cargo de diretor musical e regente titular, sucedendo a uma linhagem ilustre que inclui maestros renomados como Marin Alsop, Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e o maestro Souza Lima. Para além de suas atividades com a própria orquestra sinfônica, a estrutura engloba um coro profissional de alto rendimento, vários grupos dedicados à música de câmara, uma editora própria de partituras e uma vibrante plataforma educacional voltada para a formação de novos talentos.

O impacto da instituição ultrapassa largamente as fronteiras do estado paulista. A Osesp já realizou turnês memoráveis por diversos estados brasileiros, além de marcar presença expressiva em palcos internacionais na América Latina, nos Estados Unidos, na Europa e na China. A presença da orquestra é frequentemente celebrada em festivais de música clássica de relevância global, a exemplo do tradicional BBC Proms, além de apresentações em salas de concerto icônicas como o Concertgebouw de Amsterdã, a Philharmonie de Berlim e o prestigiado Carnegie Hall, localizado na cidade de Nova York. Como parte de sua missão democratizadora, a instituição mantém desde o ano de 2008 o aclamado projeto Osesp Itinerante, iniciativa responsável por levar concertos sinfônicos gratuitos, oficinas práticas e cursos dedicados à apreciação musical para inúmeras cidades do interior paulista. Toda essa engrenagem de excelência artística e administrativa é gerida com maestria pela Fundação Osesp desde o ano de 2005, garantindo sustentabilidade e crescimento contínuo para o projeto.

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O resgate histórico de Erich Korngold e Grazyna Bacewicz

O programa concebido para estas apresentações tem como grande mérito recuperar a memória e a relevância de dois criadores que sofreram com o apagamento histórico, cada qual por motivos distintos dentro do turbulento contexto do século XX. Erich Wolfgang Korngold, compositor de origem austríaca, viu-se forçado a emigrar para os Estados Unidos na década de 1930, fugindo da brutal perseguição aos judeus perpetrada pelo regime nazista. Ao chegar a Hollywood, Korngold tornou-se um dos verdadeiros arquitetos da sonoridade sinfônica cinematográfica, moldando a estética das grandes produções da época. Contudo, essa associação avassaladora com a indústria do cinema acabou prejudicando injustamente sua reputação acadêmica como compositor de música de concerto, um estigma que apenas nas últimas décadas começou a ser devidamente desfeito pela crítica especializada e pelos músicos contemporâneos. Peças como o Tema e variações demonstram claramente a habilidade genial do autor em transitar por atmosferas distintas através de uma orquestração extremamente colorida e dinâmica, características que também transbordam no Concerto para violino, obra que ganha nova vida sob a interpretação magistral do solista sul-coreano convidado.

Por sua vez, a segunda metade do programa joga luz sobre a genialidade da polonesa Grazyna Bacewicz, amplamente considerada uma das maiores sinfonistas do século passado. Durante sua vida, Bacewicz foi um nome central, incontestável e altamente premiado no cenário da música contemporânea da Polônia, mas infelizmente caiu em um ostracismo incompreensível nos anos seguintes ao seu falecimento. A execução da Sinfonia nº 4, que representa a última incursão da artista no gênero sinfônico, evidencia sua força criativa, sua linguagem vanguardista e sua capacidade ímpar de estruturar discursos musicais de profundo impacto emocional. Felizmente, o movimento de redescobrir e tocar a obra de Bacewicz tem ganhado força nos palcos internacionais, fazendo com que sua voz retorne ao lugar de destaque que historicamente merece. Para complementar a compreensão deste momento da música clássica, vale a pena conferir registros visuais e materiais históricos disponíveis em arquivos da produção que documentam a grandiosidade e a seriedade com que esses programas são concebidos pela administração artística da casa.

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Grandes talentos no palco: Roberto González-Monjas e Inmo Yang

A condução artística e a execução instrumental deste programa desafiador ficam a cargo de dois nomes de prestígio internacional que transitam com naturalidade pelas maiores salas de concerto do mundo. O maestro e violinista espanhol Roberto González-Monjas acumula uma trajetória invejável, exercendo atualmente as funções de Regente Titular do Musikkollegium Winterthur na Suíça, Diretor Musical da Orquestra Sinfônica da Galícia na Espanha, Regente Titular da Orquestra Mozarteum de Salzburgo na Áustria e Diretor Artístico da Iberacademy na Colômbia. Sua agenda recente inclui colaborações com instituições do porte da Filarmônica de Los Angeles, Orquestra Nacional da Espanha e Orquestra Sinfônica de Bamberga, além de sua atuação pedagógica como professor de violino na prestigiada Guildhall School of Music & Drama, em Londres. Como violinista, González-Monjas toca em um instrumento histórico construído por Giuseppe Guarneri filius Andreae no ano de 1710, gentilmente cedido por patronos e fundações suíças. Sua parceria à frente da Osesp promete extrair sonoridades refinadas e uma entrega emocional profunda da orquestra paulista durante todo o repertório programado.

A seu lado no palco, o jovem violinista sul-coreano Inmo Yang traz o brilho de uma carreira internacional em ascensão meteórica, marcada por conquistas em alguns dos mais rigorosos concursos de violino do planeta. Yang ganhou projeção global em 2015 ao arrebatar o primeiro lugar no tradicional Premio Paganini em Gênova, acumulando ainda prêmios especiais pela leitura de obras contemporâneas e a preferência do público. A consagração definitiva veio em 2022, quando conquistou a medalha de ouro no Concurso Internacional de Violino Jean Sibelius, em Helsinque. Sua agenda o levou a estrear em palcos célebres como o BBC Proms e a colaborar com formações do calibre da Filarmônica de Liverpool, Orquestra Mozarteum de Salzburgo e Sinfônica de Munique, além de passagens marcantes pelo Carnegie Hall. Para esta estreia aguardada junto à Osesp, Inmo Yang utiliza um tesouro da luteria mundial: um violino Giuseppe Guarneri del Gesù datado de 1743, conhecido pelo apelido histórico Carrodus e cedido por empréstimo para suas turnês. Para conferir mais coberturas e novidades sobre os próximos eventos, visite nossa página principal em brejada.com.

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