A coquetelaria contemporânea vive um momento de profundo resgate cultural, onde os apreciadores de bebidas buscam compreender a fundo a origem, a história e os métodos de fabricação dos insumos que chegam aos seus copos. No vibrante cenário dos balcões paulistanos, especialmente em espaços consagrados como o Boteco São Bento Santo André, o interesse por destilados e fermentados de alta qualidade não para de crescer, transformando o ato de beber em uma verdadeira jornada sensorial e educativa. Para desvendar os mistérios que envolvem três dos grandes protagonistas do universo dos drinks — saquê, tequila e cachaça —, conversamos com especialistas que vivem essa realidade diariamente. O renomado mixologista Laércio Zulu e Ronaldo Camelo, sócio-diretor do Grupo Saints, compartilham suas visões sobre como essas três potências líquidas conquistaram paladares exigentes e se reinventaram ao longo dos anos, mostrando que cada uma carrega a alma e a tradição de seus territórios de origem, proporcionando experiências memoráveis a quem frequenta os melhores estabelecimentos da capital paulista e região metropolitana.


Apreciando a coquetelaria com saquê, tequila e cachaça
Embora essas três bebidas apareçam frequentemente lado a lado nas cartas de drinks mais sofisticadas, elas pertencem a universos completamente distintos, distanciando-se tanto em termos de matérias-primas quanto nos rigorosos processos industriais ou artesanais que exigem. Cada uma nasce de um terroir específico, segue preceitos ancestrais de produção e representa de forma fidedigna a cultura de seu país de origem. No Boteco São Bento Santo André, conhecer essas nuances faz parte da proposta oferecida aos clientes, que já não se contentam apenas em consumir, mas desejam mergulhar na narrativa de cada garrafa. Para o mixologista Laércio Zulu, compreender a procedência de cada ingrediente é o passo inicial indispensável para uma apreciação consciente e prazerosa. O mercado brasileiro tem se mostrado cada vez mais aberto a novidades, e o saquê, por exemplo, conquistou um espaço cativo e muito relevante entre os consumidores locais. Graças à sua versatilidade ímpar e a uma percepção alcoólica consideravelmente mais suave, o fermentado japonês agrada a perfis extremamente variados, desde os iniciantes na coquetelaria até os paladares mais refinados. Apesar de sua enorme popularidade, ainda persiste um equívoco muito comum entre os frequentadores de bares: muitos acreditam erroneamente que o saquê seja um destilado alcoólico forte, quando na verdade estamos diante de uma bebida fermentada elaborada exclusivamente a partir do arroz, exigindo técnicas milimétricas de polimento dos grãos, fermentação controlada e muita maestria por parte dos mestres cervejeiros orientais.

A evolução da coquetelaria e os destilados mexicanos
Diferente do fermentado japonês, a tequila assume o papel de um destilado legítimo e vigoroso, originário do México e produzido estritamente a partir da fermentação e destilação da agave-azul, planta suculenta que demanda anos de cultivo sob o sol árido de Jalisco. Ao longo das últimas décadas, esse icônico destilado mexicano conseguiu se desvencilhar da imagem estigmatizada associada apenas aos tradicionais e rápidos shots consumidos em festas, conquistando um lugar de honra na alta coquetelaria internacional e na gastronomia de vanguarda. De acordo com as análises do mixologista Laércio Zulu, a tequila figura indiscutivelmente entre os destilados mais emblemáticos de todo o continente americano, angariando respeito absoluto nos quatro cantos do mundo. Essa trajetória de sucesso culminou na criação de um dos maiores e mais eternos clássicos da coquetelaria mundial: a Margarita. Trata-se de um coquetel icônico que atravessou gerações, marcando presença marcante no cinema, na literatura e na cultura popular global, permanecendo até os dias atuais como a grande referência quando o assunto aborda boa gastronomia e bares de alto nível. Qualquer entusiasta que preze por uma experiência gastronômica memorável à mesa reconhece imediatamente o valor inestimável de uma Margarita bem executada, que equilibra perfeitamente a acidez do limão, o dulçor do licor de laranja e a potência rústica e elegante da agave.
O orgulho nacional na coquetelaria com a cachaça
Entrando em território nacional, a cachaça ergue-se soberana como o destilado autóctone do Brasil, carregando em cada gota a identidade cultural e a história do nosso povo. Produzida através da cuidadosa fermentação e subsequente destilação do caldo fresco da cana-de-açúcar, a bebida ostenta orgulhosamente uma das maiores diversidades de estilos e perfis sensoriais de todo o planeta. Essa complexidade aromática e gustativa é acentuada de maneira exemplar pela imensa variedade de madeiras nativas e exóticas brasileiras que são utilizadas no processo de envelhecimento e guarda dos barris. Para Laércio Zulu, a cachaça traduz com perfeição a essência e a alma do Brasil em forma líquida, mostrando que a diversidade de madeiras empregadas na maturação confere notas inigualáveis que poucos países produtores de destilados no mundo conseguem replicar. É um equívoco histórico reduzi-la apenas à clássica caipirinha, pois hoje ela brilha com intensidade própria na coquetelaria autoral e na alta gastronomia. Corroborando essa visão, Ronaldo Camelo, sócio-diretor do Grupo Saints — holding que administra o Boteco São Bento Santo André, além do São Conrado Bar, Tartuferia San Paolo, Tuy Cocina e Yū Restaurante —, aponta que o comportamento do consumidor mudou drasticamente nos últimos anos. As pessoas frequentam os estabelecimentos não apenas em busca de um bom drink para relaxar após o expediente, mas exigem contexto, desejando entender a origem dos insumos, os métodos produtivos e a trajetória por trás de cada rótulo, transformando o consumo em uma experiência multissensorial rica. Para garantir que este conteúdo permaneça sempre transparente e útil, caso encontre qualquer incorreção ou precise reportar inconsistências editoriais, você pode acessar as diretrizes detalhadas por meio do link relatar erro editoriais e enviar sua mensagem à equipe responsável. Desde a sua fundação com a emblemática unidade da Vila Madalena em 2005, passando pelas expansões para o Itaim Bibi, Campinas e Santo André, o Grupo Saints mantém viva a tradição de celebrar a cultura de boteco aliada à excelência em bebidas, reforçando o compromisso com a qualidade que você sempre encontra ao navegar pelo portal brejada.
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