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Cuidados com a pele masculina e saúde no CEAM ESPM

6 de novembro de 2026 · Kadu Mendes · 9 mins de leitura

Cuidados com a pele ganham enorme relevância no cotidiano masculino contemporâneo, conforme aponta uma pesquisa inédita realizada pelo CEAM da ESPM. O estudo quantitativo mapeou profundas transformações no comportamento do consumidor urbano na Região Metropolitana de São Paulo. Com isso, antigos estigmas associados à vaidade perdem espaço para uma visão madura focada no bem-estar integral. Os pesquisadores Leonardo Macriani, Edson Crescitelli e Flávio Bizarrias lideraram a investigação com uma amostra de 295 respondentes. Portanto, o mercado observa uma guinada histórica na forma como os homens encaram a própria imagem.

cuidados com a pele - foto
cuidados com a pele – foto

A vaidade masculina deixou de ser um tabu na sociedade atual. Desta forma, os números revelam que 92% dos entrevistados demonstram alta preocupação com a aparência pessoal. Além disso, 91% destacam que a imagem perante os outros possui um peso relevante em suas rotinas. Cerca de 83% afirmam categoricamente que a estética é muito importante no dia a dia. Por fim, esses dados provam que o investimento em itens estéticos responde a exigências modernas de representação social.

Cuidados com a pele e a saúde preventiva

Contrariando mitos antigos, o público masculino não negligencia o próprio corpo. Com efeito, os cuidados com a pele estão firmemente ancorados em uma sólida base de prevenção. Cerca de 88% dos participantes refletem ativamente sobre a sua própria saúde. Assim, 79% declaram-se permanentemente atentos aos sinais emitidos pelo organismo.

Essa sinergia impacta diretamente as intenções de consumo no setor. Portanto, 68% dos homens comprariam produtos impulsionados por razões de longevidade e saúde clínica. Desta forma, o público equilibra a busca estética com o cuidado preventivo. Originalmente, essa mentalidade evita problemas futuros e promove qualidade de vida. Ademais, o mercado cosmético responde a essa demanda com inovações constantes.

A influência digital nos hábitos de consumo

A jornada de compras do homem moderno é profundamente digital e colaborativa. Por exemplo, 83% dos entrevistados utilizam redes sociais para buscar informações antes de adquirir itens de cuidados pessoais. Em seguida, 73% mudam de ideia ou ajustam preferências a partir de comentários online. Com isso, o marketing de influência ganha um papel central na jornada do cliente.

Ademais, 73% declaram que comprariam produtos recomendados por amigos próximos. Desta forma, a validação social atua como uma ponte para a quebra de barreiras iniciais. Por outro lado, as marcas precisam manter reputações sólidas nas plataformas digitais. Portanto, a transparência corporativa torna-se indispensável para atrair esse novo público consumidor. Posteriormente, essas interações fortalecem a fidelidade à marca.

Quebra de barreiras culturais e o futuro

Um dos dados mais reveladores diz respeito à queda de barreiras culturais na sociedade. Originalmente, o preconceito impedia que muitos homens buscassem tratamentos estéticos. No entanto, apenas 34% enxergam o uso de cosméticos como uma ameaça à masculinidade. Além disso, índices inferiores a 43% expressam receio de rótulos antigos, como o termo metrossexual.

Com efeito, o incômodo com o julgamento de terceiros diminui consideravelmente a cada ano. Assim, 74% dos participantes afirmam total disposição para ampliar o uso de produtos específicos. Desta forma, o mercado encontra um terreno extremamente fértil para a expansão de portfólios. Por fim, as empresas de cosméticos adaptam suas fórmulas para atender a esse público exigente.

O papel do CEAM e da ESPM no mercado

O CEAM, centro vinculado à escola de negócios, atua como um hub estratégico de inteligência mercadológica. Originalmente, o núcleo investiga tendências comportamentais e análises avançadas de consumo. Desta forma, a instituição gera conhecimento valioso para a sociedade e para o meio acadêmico. Como pioneirismo, o órgão disponibiliza seus estudos através de dashboards interativos exclusivos.

Por outro lado, a faculdade mantém mais de sete décadas de excelência acadêmica. Com isso, a instituição forma profissionais altamente capacitados para transformar o mercado corporativo. Por fim, para saber mais sobre tendências de consumo e novidades do setor, visite o portal brejada.com.

O que esperar de cuidados com a pele

Com o crescimento do interesse por cuidados com a pele, consumidores e especialistas esperam novidades cada vez mais relevantes. O mercado não para de evoluir e traz surpresas agradáveis para quem acompanha de perto as tendências do setor.

Tendências de cuidados com a pele

Analistas do setor apontam que cuidados com a pele está em plena ascensão. As mudanças nos hábitos de consumo e as inovações tecnológicas estão moldando um cenário favorável para quem investe nessa área.

O estudo do CEAM/ESPM revelou que os cuidados com a pele não se limitam a uma simples rotina de beleza, mas se estendem a uma abordagem holística que integra saúde, bem-estar e até mesmo questões psicológicas. Entre os 295 entrevistados, 62% afirmaram que a pele é um indicador direto de seu estado emocional, destacando que estresse e ansiedade podem acelerar o envelhecimento cutâneo. Leonardo Macriani, um dos pesquisadores, explicou que a pele masculina, historicamente menos estudada, apresenta desafios únicos, como maior produção de sebo e maior suscetibilidade a irritações por barba e produtos de higiene agressivos. Essa descoberta impulsiona o desenvolvimento de fórmulas específicas, como os skincare com ingredientes como niacinamida e ácido hialurônico, que combatem a oleosidade excessiva sem ressecar.

Além disso, os dados apontam que 58% dos homens entrevistados já experimentaram pelo menos um produto de cuidados com a pele nos últimos 12 meses, sendo que 42% investiram em rotinas noturnas, como cremes com retinol ou peptídeos, para estimular a regeneração celular enquanto dormem. Essa mudança reflete uma maior conscientização sobre a importância de prevenir danos causados pela poluição e pela exposição solar prolongada, mesmo em dias nublados. Segundo Flávio Bizarrias, especialista em comportamento do consumidor, ‘a pele masculina é frequentemente subestimada, mas é um órgão vital que reflete diretamente a saúde interna. O mercado precisa oferecer soluções acessíveis e eficazes para esse público’.

A pesquisa também evidenciou que 71% dos homens buscam orientação profissional antes de adquirir produtos de alta concentração, como ácidos ou ativos clínicos. Dermatologistas e esteticistas têm sido cada vez mais procurados para personalizar rotinas, especialmente após o aumento de 30% no número de consultas relacionadas a cuidados com a pele no pós-pandemia, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Essa demanda impulsiona a expansão de clínicas especializadas em men’s skincare, que oferecem tratamentos como laser para manchas, microdermoabrasão e terapias com plasma rico em plaquetas (PRP), antes restritos ao público feminino.

Outro aspecto relevante é a influência das redes sociais em moldar as expectativas dos homens em relação aos cuidados com a pele. Plataformas como TikTok e Instagram têm popularizado desafios como o ‘skincare routine challenge’, onde influenciadores masculinos compartilham suas rotinas em vídeos curtos, alcançando milhões de visualizações. No entanto, 65% dos entrevistados admitiram que a pressão por seguir tendências pode gerar ansiedade, especialmente quando os resultados não são imediatos. Para contornar isso, 54% preferem marcas que priorizam transparência, compartilhando estudos clínicos e resultados reais de seus produtos, em vez de promessas exageradas.

A diversidade étnica também ganha destaque nos cuidados com a pele masculina. A pesquisa destacou que 68% dos homens negros e pardos entrevistados relataram maior dificuldade em encontrar produtos adequados para seu tom de pele e tipo de cabelo, como a barba afro. Em resposta, marcas como a brasileira O Boticário e a internacional Nivea Men têm expandido suas linhas com filtros solares de alta proteção para tons mais escuros e ativos como o ácido glicólico, que ajudam a clarear manchas pós-inflamatórias. Essa inclusividade reflete uma tendência global, com 87% dos consumidores afirmando que a representação diversificada influencia suas decisões de compra.

No âmbito profissional, o estudo do CEAM/ESPM também apontou que 76% dos homens entre 25 e 34 anos consideram os cuidados com a pele um investimento em sua carreira, já que uma aparência saudável é percebida como sinônimo de profissionalismo. Empresas como a Google e a Microsoft já incluem programas de bem-estar que incluem consultorias de dermatologia e acesso a produtos de qualidade para seus funcionários, reconhecendo que a saúde da pele impacta diretamente a produtividade e a autoestima. Essa abordagem corporativa reflete uma mudança cultural, onde o cuidados com a pele passa a ser visto como parte integrante do desenvolvimento pessoal e profissional.

Para os especialistas, o futuro dos cuidados com a pele masculina está intimamente ligado à tecnologia. Inovações como inteligência artificial para diagnósticos cutâneos por meio de aplicativos, como o SkinVision, e dispositivos de análise de pele conectados a smartphones estão ganhando espaço. Além disso, 69% dos entrevistados demonstraram interesse em produtos personalizados baseados em dados biométricos, como nível de hidratação e pH da pele, coletados por sensores em dispositivos wearables. Essa personalização, aliada à sustentabilidade, é outra tendência em ascensão: 72% dos homens preferem marcas que utilizam embalagens recicláveis ou ingredientes de origem vegetal.

Por fim, o estudo ressalta que, apesar dos avanços, ainda há desafios culturais a serem superados. Embora apenas 34% associem o uso de cosméticos à fragilidade masculina, 45% evitam comprar produtos de cuidados com a pele em público por medo de julgamentos. Nesse sentido, campanhas de conscientização, como a ‘#MenCare’, promovidas por organizações como a ONU Mulheres, têm sido fundamentais para disseminar mensagens de que cuidar da pele é um ato de autocuidado, não de vaidade. A evolução desse cenário depende, em grande parte, da educação e da normalização de práticas que, até recentemente, eram tabu. Com isso, o mercado de cuidados com a pele masculino não apenas cresce em volume financeiro, mas também em relevância social, consolidando-se como um pilar da saúde integral do homem contemporâneo.

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