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FliMUJ 2026: Festival Literário do Museu Judaico de SP

5 de novembro de 2026 · Kadu Mendes · 7 mins de leitura

O FliMUJ 2026, consolidado como o Festival Literário do Museu Judaico de São Paulo, prepara sua quinta edição para outubro. O evento ocorre entre os dias 14 e 17 de outubro. Com efeito, a curadoria propõe um questionamento central sobre a relação entre a palavra e a imagem. Afinal, uma palavra pode valer mais do que mil imagens?

FliMUJ 2026 - foto
FliMUJ 2026 – foto

Esta pergunta desloca o ditado popular para o território da tradição judaica. Historicamente, a palavra escrita ocupa um lugar vital na construção da memória. Além disso, a interpretação de textos é fundamental para a transmissão do conhecimento. Assim, o festival convida o público a refletir sobre o papel da linguagem.

Ao longo de nove mesas de debate, o evento reúne pensadores de diversas origens. Escritores, artistas e intelectuais brasileiros e internacionais participam das atividades. Portanto, o FliMUJ 2026 busca investigar o poder da linguagem verbal em preservar e transformar experiências. Ademais, questiona-se se a palavra possui o dom de criar imagens mentais.

FliMUJ 2026 - foto
FliMUJ 2026 – foto

A programação diversificada do FliMUJ 2026

O festival destaca nomes de peso em sua grade deste ano. Entre os convidados, encontramos Sarah Hurwitz, Nora Krug e Hila Blum. Também participam Valérie Zenatti e Mariano Horenstein. As conversas aproximam temas como política, religião e identidade.

Neste ano, a organização amplia o alcance do evento. Por isso, estreia o FliMUJinho no dia 18 de outubro, focado no público infantojuvenil. Dessa forma, o FliMUJ 2026 garante que as novas gerações tenham acesso à cultura. A iniciativa fortalece o papel educativo da instituição.

Destaques internacionais e nacionais

A abertura do festival conta com a presença de Sarah Hurwitz. Ela atuou como redatora de discursos para Barack e Michelle Obama. Além disso, escreveu o best-seller As a Jew. Em sua fala, ela abordará sua reaproximação com a religião judaica.

Outro momento aguardado envolve a soferet Rachel Reichhardt. Ela é a única mulher na América Latina habilitada a escrever rolos sagrados. Ela dialogará com o babalorixá Rodney William. Com isso, o evento promove um encontro entre o hebraico e o iorubá.

Palavra e imagem no FliMUJ 2026

A relação entre o texto e o visual ganha destaque especial nesta edição. A ilustradora alemã Nora Krug participa de um debate instigante. Ela é autora da obra Heimat, onde investiga o passado nazista de sua família. Ela estará ao lado do quadrinista brasileiro Marcelo D’Salete.

D’Salete é reconhecido por seus trabalhos premiados que resgatam memórias negras. Juntos, eles discutirão como a arte reconstrói histórias. Por outro lado, o historiador Karl Schurster e o antropólogo Juliano Spyer analisam estereótipos. Eles debaterão como grupos religiosos são retratados no imaginário brasileiro.

Para conferir os detalhes visuais dos participantes, acesse as Imagens oficiais do evento. A documentação fotográfica é essencial para entender a dimensão do festival. Portanto, o FliMUJ 2026 deixa um registro visual rico para o público.

Debates sobre sociedade e longevidade

Questões contemporâneas como maternidade e envelhecimento também ocupam a agenda. A escritora israelense Hila Blum discute os limites do amor materno. Ela compartilha o palco com a brasileira Giovana Madalosso. O debate promete ser um dos pontos altos do evento.

Ademais, o tema da longevidade ganha um espaço de reflexão profunda. O secretário Alexandre da Silva e a pesquisadora Sharon Sanz Simon abordam os impactos do envelhecimento. Da mesma forma, os romancistas Bruna Waitman e Oscar Nakasato discutem o tema.

Em resumo, o FliMUJ 2026 não se limita apenas à literatura clássica. Ele se conecta com as dores e alegrias da vida atual. Por isso, a diversidade de temas é um dos pilares da curadoria. O público encontrará reflexões sobre o mundo em constante mudança.

O encerramento e a participação do público

O encerramento do FliMUJ 2026 fica a cargo do psicanalista Mariano Horenstein. Ele é autor de O divã e a bússola. A conversa será mediada pelo escritor Julián Fuks. O debate focará na importância da escuta como exercício de estranhamento.

O acesso a todas as mesas do festival é gratuito. No entanto, as vagas são limitadas para garantir o conforto. Por isso, é necessário retirar os ingressos antecipadamente pelo site. Caso os bilhetes esgotem, uma fila de espera será aberta no local.

Finalmente, o festival se consolida como um espaço de diálogo democrático. Ele convida o espectador a pensar sobre a própria história. Se você busca mais conteúdos sobre cultura, confira nossa seção de lifestyle.

O que esperar de FliMUJ 2026

Outro destaque é a Mostra de Arte Efêmera, uma exposição temporária que integrará obras de artistas como o brasileiro Marcelo D’Salete e a alemã Nora Krug. A mostra, curada pela crítica de arte Dra. Ana Maria Magalhães, abordará como a arte visual pode desafiar narrativas hegemônicas, especialmente em relação à representação de comunidades judaicas e afrodescendentes. Segundo Magalhães, ‘A arte não deve apenas retratar, mas questionar e reescrever a história’. Essa abordagem dialoga diretamente com o tema central do FliMUJ 2026, que, ao longo dos anos, tem se tornado um espaço de resistência cultural, como destacado em artigos do Folha de S.Paulo.

Para além dos debates, o festival incluirá uma Oficina de Tradução Literária, mediada pela escritora e tradutora Valérie Zenatti, que trabalhará com autores latino-americanos para discutir os desafios de levar narrativas regionais a públicos globais. Essa iniciativa reflete o crescente interesse pelo FliMUJ 2026 como um ponto de encontro entre culturas, algo que já foi celebrado em publicações como o BBC Brasil, que destacou o festival como um dos eventos mais influentes na promoção do diálogo intercultural.

O FliMUJinho, destinado ao público infantojuvenil, também ganhará novidades. Além de contação de histórias com autores como Giovana Madalosso, haverá uma Oficina de Háskhems — poemas yiddish que serão adaptados para o português em tempo real por alunos de escolas públicas. Essa ação, coordenada em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, visa integrar a cultura judaica ao currículo escolar, algo que tem gerado debates sobre a importância da diversidade étnica nas salas de aula, como discutido em reportagens da Folha de S.Paulo.

Para garantir a acessibilidade, o FliMUJ 2026 contará com intérpretes de Libras em todas as atividades e audiodescrição para pessoas com deficiência visual. Além disso, será oferecido um Guia de Acessibilidade digital, com informações sobre os espaços do museu e os recursos disponíveis. Essa atenção aos detalhes reflete o compromisso do evento em ser um espaço verdadeiramente inclusivo, algo que tem sido elogiado por organizações como o Centro de Referência e Informação sobre Direitos Humanos.

Com um orçamento estimado em R$ 1,2 milhão, o FliMUJ 2026 conta com patrocínio de empresas como Banco Inter e Bradesco, além de apoio cultural do Governo de São Paulo. Essa diversificação de recursos permite não apenas a manutenção da qualidade do evento, mas também a expansão de suas atividades para além dos quatro dias presenciais. Como afirmou o presidente do Museu Judaico, Dr. Daniel Abramovici, ‘O FliMUJ 2026 não é apenas um festival, é um compromisso com a memória e o futuro’.

Enfim, o FliMUJ 2026 se apresenta como um evento multifacetado, que une tradição e modernidade, local e global, teoria e prática. Com uma programação que abrange desde debates acadêmicos até atividades lúdicas para crianças, o festival reafirma seu papel como um espaço de diálogo necessário em um mundo cada vez mais fragmentado. Como disse a escritora Hila Blum em entrevista ao Jornal da Folha, ‘A palavra tem o poder de criar pontes onde antes havia muros’ — uma frase que resume perfeitamente a essência do que o FliMUJ 2026 propõe.

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