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Café Filosófico CPFL debate a tecnologia e novas culturas

7 de outubro de 2026 · Kadu Mendes · 10 mins de leitura

Café Filosófico CPFL é o ponto de encontro para reflexões profundas sobre o nosso mundo contemporâneo. A tecnologia é realmente universal? Ou diferentes culturas podem desenvolver maneiras próprias de compreendê-la e utilizá-la? Essas são algumas das questões que orientam o próximo encontro do evento. Ele encerra a programação de setembro dedicada à filosofia e ao pensamento chinês contemporâneo.

Café Filosófico CPFL - foto
Café Filosófico CPFL – foto
Café Filosófico CPFL - foto
Café Filosófico CPFL – foto

A tecnologia discutida no Café Filosófico CPFL

Na próxima quinta-feira, 24 de setembro, às 19h, será realizada a gravação do encontro no Instituto CPFL, em Campinas. O evento recebe o professor e filósofo Daniel Omar Perez. A conversa aborda o tema “A questão da tecnologia na China hoje”. O encontro é gratuito e integra a programação da 10ª edição do CPFL Intercâmbio Brasil-China. Este evento celebra, em 2026, o importante Ano da Cultura China-Brasil.

Além da participação presencial, a gravação será transmitida ao vivo pelo canal do Café Filosófico CPFL no YouTube. Com isso, o público pode acompanhar a conversa em tempo real de qualquer lugar. A discussão parte do pensamento do filósofo chinês Yuk Hui. Ele questiona a ideia de uma tecnologia universal. Por outro lado, o autor propõe uma reflexão sobre como diferentes culturas constroem relações próprias entre tecnologia, conhecimento e suas visões de mundo.

Entendendo a cosmotécnica de Yuk Hui

Yuk Hui desenvolve o conceito de “cosmotécnica”. Segundo ele, cada cultura estabelece uma relação própria entre tecnologia e sua visão de mundo. A partir dessa ideia, o filósofo propõe a “tecnodiversidade”. Essa seria uma alternativa viável à homogeneização tecnológica que observamos atualmente. A discussão ganha ainda mais relevância com o avanço acelerado da inteligência artificial. Portanto, surge uma questão central: os sistemas tecnológicos que usamos hoje refletem apenas uma forma específica de pensar o mundo?

Café Filosófico CPFL - foto
Café Filosófico CPFL – foto

Inteligência artificial no Café Filosófico CPFL

Ao discutir a inteligência artificial, Yuk Hui questiona a busca por uma IA geral. Esse modelo é desenvolvido a partir de uma lógica predominantemente ocidental. Como alternativa, o pensador propõe pensar em “IAs múltiplas”. Elas seriam capazes de incorporar diferentes tradições filosóficas e formas de conhecimento. A proposta abre espaço para discutir até que ponto a inteligência artificial pode reproduzir valores e visões de mundo presentes nos dados.

Desta forma, os modelos utilizados em seu desenvolvimento não são neutros. Eles carregam o peso das culturas que os criaram. Ademais, essa análise é fundamental para entender o futuro da nossa sociedade digital. O debate no Café Filosófico CPFL busca justamente desconstruir essa hegemonia. É preciso olhar para o Oriente para compreender novas possibilidades tecnológicas. Assim, o diálogo entre Brasil e China torna-se um campo fértil para essas descobertas.

Tecnologia e cosmopolítica no Café Filosófico CPFL

Para Yuk Hui, discutir tecnologia também significa discutir como queremos habitar o mundo. Por isso, a questão da inteligência artificial não é apenas técnica. Ela envolve escolhas culturais, políticas e sociais profundas. A reflexão coloca em debate a possibilidade de construir tecnologias mais diversas. Elas seriam capazes de considerar diferentes formas de conhecimento. Além disso, focam nas relações entre seres humanos, máquinas e o meio em que vivemos.

A tecnologia não deve ser um processo de apagamento cultural. Pelo contrário, ela pode ser um instrumento de valorização das diferenças. O Instituto CPFL, através desta série de encontros, promove justamente esse intercâmbio de ideias. É um convite para pensarmos o amanhã de forma mais plural. Portanto, a presença de Daniel Omar Perez é essencial para traduzir essas teorias complexas. Ele trará um olhar especializado sobre o cenário chinês contemporâneo.

Serviço e impacto do Café Filosófico CPFL

O Café Filosófico CPFL oferece encontros presenciais e gratuitos. As gravações ocorrem no Instituto CPFL, localizado na Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera, em Campinas. A entrada é gratuita por ordem de chegada, a partir das 18h. O evento de 24 de setembro promete ser um marco na programação. Você pode conferir mais detalhes visuais sobre o palestrante neste link.

Criado em 2003, o Café Filosófico CPFL é o broadcast de reflexões do Instituto CPFL. Suas palestras são abertas ao público semanalmente. Além das transmissões ao vivo pelo YouTube, há programas exibidos pela TV Cultura aos domingos. O projeto é a plataforma de investimento social privado do Grupo CPFL Energia. Ele desenvolve projetos nas áreas de esporte e cultura como instrumentos estratégicos de transformação social. Ademais, está alinhado à estratégia ESG do grupo, gerando impactos positivos e duradouros na sociedade.

Em resumo, o evento é uma oportunidade rara de aprendizado. Seja presencialmente ou via internet, o conhecimento está acessível. A diversidade de modos de pensar é o que nos torna mais humanos. Portanto, não perca essa chance de refletir sobre o futuro da nossa tecnologia. Para mais conteúdos sobre lifestyle e cultura, acompanhe o brejada.com.

O Café Filosófico CPFL não apenas promove um diálogo intelectual sobre a tecnologia contemporânea, mas também serve como um laboratório de ideias para repensar como as sociedades podem coexistir com as inovações em um mundo cada vez mais interconectado. O encontro de 24 de setembro, intitulado “A questão da tecnologia na China hoje”, vai além de uma simples discussão acadêmica: ele aborda as tensões entre progresso tecnológico e identidade cultural, um tema que ganha urgência com o avanço acelerado de sistemas como a inteligência artificial. Segundo o filósofo chinês Yuk Hui, citado pelo professor Daniel Omar Perez, a China tem desenvolvido uma abordagem distinta em relação à tecnologia, baseada em uma cosmovisão que prioriza a harmonia entre natureza, sociedade e inovação.

O Instituto CPFL, sede do evento, localiza-se em um espaço que simboliza a própria interseção entre tradição e modernidade: Campinas, cidade que equilibra seu histórico industrial com um cenário cultural vibrante. A escolha do local não é casual. A região, conhecida por sua história de inovação — desde a chegada da energia elétrica no início do século XX até o desenvolvimento de parques tecnológicos atuais —, reflete o contexto ideal para debater como a tecnologia pode ser reimaginada para servir às necessidades de diferentes culturas. Durante o encontro, Perez irá explorar como a China, ao invés de adotar modelos tecnológicos ocidentais, tem buscado criar soluções que respeitem suas próprias tradições filosóficas, como o confucionismo e o taoísmo, que enfatizam a relação entre o indivíduo e o universo.

Um dos pontos mais controversos da discussão será a crítica de Yuk Hui à ideia de uma “inteligência artificial geral” (AGI), que muitos pesquisadores defendem como o próximo estágio da evolução tecnológica. Para ele, essa visão ocidentalizada ignora a diversidade de saberes humanos. Em vez disso, o filósofo propõe o conceito de “IAs múltiplas”, sistemas que incorporariam conhecimentos oriundos de diferentes culturas, como a medicina tradicional chinesa ou os sistemas de agricultura ancestral. Essa abordagem não apenas enriquece a tecnologia, mas também desafia a noção de que o progresso deve seguir um único caminho. A transmissão ao vivo pelo YouTube do Café Filosófico CPFL permitirá que o público global acompanhe essa discussão, ampliando o alcance de um debate que poderia ficar restrito a círculos acadêmicos.

Além disso, o evento destaca a importância de se questionar quem define os padrões tecnológicos dominantes. A inteligência artificial, por exemplo, é treinada com dados que refletem valores, preconceitos e prioridades de culturas específicas. Quando esses sistemas são exportados para outros contextos, como o brasileiro ou o africano, eles podem não apenas não resolver problemas locais, mas também perpetuar desigualdades. Nesse sentido, o diálogo entre Brasil e China, mediado pelo Café Filosófico CPFL, oferece uma oportunidade única de explorar alternativas que valorizem a pluralidade. A participação de Perez, especialista em filosofia chinesa contemporânea, será crucial para traduzir essas nuances para o público, especialmente em um país como o Brasil, onde a diversidade cultural é um dos seus maiores trunfos.

O impacto social do Café Filosófico CPFL vai além das paredes do Instituto CPFL. Como parte do CPFL Intercâmbio Brasil-China, o evento integra uma série de iniciativas que buscam fortalecer laços culturais e intelectuais entre os dois países. Em 2026, o Ano da Cultura China-Brasil promete intensificar esses diálogos, com exposições, workshops e publicações que explorarão temas como ética tecnológica, sustentabilidade e inovação social. Essas ações alinham-se aos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) do Grupo CPFL Energia, que prioriza a responsabilidade social e ambiental em suas operações. Ao promover o Café Filosófico CPFL, a empresa não apenas investe em cultura, mas também contribui para uma sociedade mais crítica e consciente sobre o futuro que deseja construir.

Para quem não pode comparecer presencialmente, a transmissão ao vivo no YouTube será uma porta de entrada para esse universo de reflexões. O canal do Café Filosófico CPFL já acumula milhares de visualizações, mostrando o interesse crescente por debates que vão além do senso comum. Além disso, os encontros são exibidos pela TV Cultura aos domingos, democratizando o acesso ao conhecimento filosófico para um público ainda mais amplo. Essa estratégia reflete o compromisso do Grupo CPFL Energia em usar a cultura como ferramenta de transformação social, um pilar fundamental de sua estratégia ESG (Ambiental, Social e Governança). Em um mundo onde a tecnologia avança em ritmo acelerado, o Café Filosófico CPFL oferece um contraponto necessário: a importância de pensar criticamente sobre o que significa, de fato, estar bem conectado.

O evento de 24 de setembro não será apenas um encontro, mas um marco na trajetória do Café Filosófico CPFL, consolidando sua reputação como um espaço de diálogo que transcende fronteiras geográficas e culturais. Para quem deseja aprofundar o tema, o site do evento disponibiliza materiais complementares, como textos de Yuk Hui e entrevistas com especialistas. Além disso, o público pode interagir durante a transmissão ao vivo por meio de comentários e perguntas, tornando a experiência ainda mais participativa. Essa abordagem inovadora reflete o espírito do próprio Café Filosófico CPFL: uma filosofia que não se limita a teorias, mas busca aplicá-las no cotidiano, inspirando uma sociedade mais reflexiva e engajada.

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