
Feira de Arte Social de São Paulo: 39ª Edição em Destaque

Feira de Arte Social de São Paulo, conhecida como FASSP, chega à sua 39ª edição com uma proposta inovadora e necessária. O evento, que tem início marcado para o dia 26 de setembro, ocorre no prestigiado Centro Brasileiro Britânico, situado no bairro de Pinheiros. Desta forma, a mostra reafirma seu compromisso histórico em unir a força das artes plásticas com a urgência da ação social.


A essência da Feira de Arte Social
Originalmente concebida como uma mostra de arte contemporânea, a iniciativa evoluiu significativamente ao longo de mais de três décadas de trajetória. Atualmente, a Feira de Arte Social funciona como uma plataforma vital que aproxima artistas, curadores e colecionadores. Além disso, o evento abre portas para o público em geral, promovendo uma conexão direta com o mercado cultural brasileiro.
A organização do evento é realizada pela ONG Vida-Casa de Apoio, instituição que atua desde 1987 na região de Cotia. O objetivo central da entidade é atender crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. Por isso, toda a renda angariada durante a exposição é revertida para sustentar as atividades fundamentais desta casa de apoio. Com efeito, a arte ganha aqui um propósito que vai além da estética, transformando-se em um agente real de mudança.
Estrutura e curadoria do evento
Para viabilizar esta edição, a Inn Produção, braço cultural da INN Gallery, assumiu a responsabilidade pela estruturação e operacionalização técnica. As sócias Carmen Pousada e Flávia Coelho lideram esse esforço com maestria. Elas buscam, primordialmente, reunir gerações distintas de artistas, desde nomes consagrados até talentos emergentes que despontam no cenário nacional.
A curadoria geral foi dividida em duas etapas estratégicas para garantir a qualidade das obras expostas. Luís Sandes assina a curadoria da primeira fase, enquanto Agnaldo Farias assume a responsabilidade pela segunda etapa. Assim, o evento consegue manter uma diversidade de olhares, estilos e técnicas que enriquecem a experiência do visitante no Centro Brasileiro Britânico.
O conceito Alicerces na Feira de Arte Social
O tema escolhido para 2026 é “Alicerces”, um conceito profundo que questiona o que sustenta as construções humanas. Antes de qualquer forma física, existem estruturas invisíveis que permitem que tudo permaneça de pé. Portanto, a Feira de Arte Social convida o público a refletir sobre os vínculos que mantêm a sociedade unida e resiliente.
Segundo Flávia Coelho, a cultura não deve ser vista como um simples ornamento ou acessório da vida cotidiana. Pelo contrário, ela defende que a sensibilidade e o cuidado são forças transformadoras indispensáveis. Desta forma, a matéria artística deixa de ser apenas suporte e passa a dialogar diretamente com as memórias e as experiências humanas que nos constituem.
Ademais, o espaço escolhido para a mostra reforça essa temática de forma exemplar. O Centro Brasileiro Britânico, com sua arquitetura assinada pelo escritório Botti Rubin, destaca-se pelo seu átrio envidraçado. A iluminação natural e a amplitude do local criam o ambiente perfeito para que a reflexão sobre “Alicerces” ganhe corpo e visibilidade diante dos visitantes.
Artistas e a diversidade da Feira de Arte Social
A edição deste ano reúne cerca de 50 artistas de diferentes trajetórias e contextos geográficos. Entre os nomes consagrados, destacam-se figuras como Paulo Mittelman e Manoel Veiga, que possuem carreiras consolidadas no circuito cultural. Por outro lado, a feira também dá espaço para artistas que vêm ganhando grande destaque, como Rodolfo Rivolta, Gabriel Nehemy, Leila Alberti e Ivania Tanaka.
Além disso, a Feira de Arte Social incentiva a entrada de novos talentos no mercado de artes visuais. Artistas como Barbara Grings e Adriana Piraino são exemplos dessa nova geração que traz frescor à exposição. O evento atua como uma vitrine para aqueles que buscam visibilidade e oportunidades de crescimento em um mercado competitivo e exigente.
É importante ressaltar que muitos dos participantes possuem vínculos com importantes núcleos de pesquisa e formação. Instituições como a Casa Tato, Residência Fonte e Hermes Artes Visuais estão representadas nesta edição. Assim, a feira promove um intercâmbio valioso entre a teoria acadêmica e a prática artística contemporânea, fortalecendo a rede de contatos dos envolvidos.
O impacto da Feira de Arte Social na comunidade
A relevância da FASSP transcende a simples comercialização de obras de arte. Ao gerar recursos para a ONG Vida-Casa de Apoio, o evento demonstra como o setor criativo pode ser um motor de solidariedade. Portanto, cada peça vendida contribui diretamente para o suporte de crianças e jovens que dependem da instituição para ter uma vida digna.
Para conferir detalhes sobre a organização e ver imagens de edições anteriores, os interessados podem acessar este acervo digital. Lá, é possível visualizar o cuidado com que cada obra é selecionada e preparada para o público. A transparência e o profissionalismo são pilares que sustentam a credibilidade da feira junto aos colecionadores e parceiros.
Em resumo, a 39ª edição promete ser um marco na agenda cultural de São Paulo. A combinação entre curadoria técnica, engajamento social e qualidade artística torna este evento imperdível para quem valoriza a cultura. Convidamos todos a prestigiarem a mostra e a se envolverem com a causa social que ela defende com tanta dedicação.
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A **Feira de Arte Social de São Paulo (FASSP)**, em sua 39ª edição, não apenas promete inovar, mas também reafirmar seu papel como um dos eventos culturais mais significativos do país, onde a arte se entrelaça com a transformação social. Além do Centro Brasileiro Britânico, espaço tradicionalmente escolhido pela feira, o evento contará com uma expansão estratégica: parcerias com instituições culturais como o Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) e o Sesc Pompéia, que oferecerão atividades paralelas, como oficinas de arte inclusiva e debates sobre políticas públicas culturais. Essas iniciativas buscam ampliar o alcance da FASSP, atingindo públicos que, tradicionalmente, têm menos acesso a espaços de arte, como pessoas com deficiência, comunidades periféricas e idosos.
O compromisso com a diversidade também se reflete na programação. Além das obras expostas, haverá uma mostra de arte em processo, onde artistas em residência artística — como os participantes do Projeto Ateliê Livre, vinculado à Secretaria de Cultura de São Paulo — poderão apresentar seus trabalhos em desenvolvimento. Essa abordagem permite ao público acompanhar a gênese das criações, aproximando o espectador da criação artística e humanizando o processo de produção. Além disso, a feira incluirá uma seção de arte efêmera, com instalações que serão desmontadas ao final do evento, mas que deixarão registros fotográficos e documentais para o público. Essa dinâmica reforça a ideia de que a arte pode ser um meio de reflexão sobre a temporalidade e a fragilidade das construções humanas, tema central desta edição.
Outro destaque é a Feira de Arte Social Digital, uma plataforma online que complementará a experiência presencial. Lançada em parceria com a Google Arts & Culture, a plataforma permitirá que obras selecionadas sejam exploradas virtualmente, com recursos de realidade aumentada e entrevistas exclusivas com os artistas. Essa iniciativa visa democratizar o acesso à arte, especialmente para quem não pode comparecer ao evento presencialmente, e também servirá como um legado digital da edição. Além disso, a plataforma será usada para arrecadar doações via NFTs beneficentes, onde obras digitais de artistas participantes serão leiloadas, com os valores revertidos integralmente para a Vida-Casa de Apoio.
A curadoria desta edição também incorpora uma perspectiva de memória e legado, com uma seção intitulada ‘Raízes’, que aborda obras de artistas que dialogam com a história e as lutas sociais do Brasil. Entre os destaques está a participação de Maria Thereza Alves, artista que explorará temas como migração e deslocamento em suas instalações, enquanto Cildo Meireles — embora não esteja presente fisicamente — terá obras emblemáticas, como ‘Bicho’, emprestadas pelo Instituto Moreira Salles, reafirmando a conexão entre arte, história e resistência. Essa abordagem busca criar um diálogo entre gerações, mostrando como as questões sociais contemporâneas estão ancoradas em narrativas históricas.
A Feira de Arte Social também se destacará por sua abordagem sustentável. Em parceria com a ONG Reutiliza, o evento adotará práticas de economia circular, como a utilização de materiais reciclados na montagem dos stands e a promoção de uma ‘Feira de Troca’, onde visitantes poderão levar obras de arte em bom estado para serem doadas ou trocadas. Além disso, a feira incentivará o uso de transporte público e bicicletas, oferecendo vales-desconto para quem chegar de forma sustentável. Essas iniciativas refletem o compromisso da FASSP com uma cultura que não apenas transforma vidas, mas também cuida do planeta.
Para os colecionadores e amantes da arte, a feira oferecerá uma ‘Sala dos Colecionadores’, um espaço exclusivo com obras raras e edições limitadas, incluindo peças de artistas como Tunga e Ruy Cláudio, cujas obras já foram destaque em grandes museus internacionais. Essa seção será mediada por especialistas em arte, que oferecerão insights sobre o mercado de arte contemporâneo brasileiro e global. Além disso, haverá um ‘Leilão Solidário’, onde obras de artistas consagrados serão leiloadas ao vivo, com lances iniciando em valores simbólicos e tendo como premissa a acessibilidade. Os valores arrecadados serão destinados a um fundo emergencial para a Vida-Casa de Apoio, que atende atualmente mais de 200 crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.
O impacto social da FASSP também será evidenciado por meio de relatórios transparentes, que detalharão o destino de cada real arrecadado. Em 2025, a feira superou as expectativas, angariando mais de R$ 1,2 milhão, o que permitiu a construção de uma nova ala pedagógica na Vida-Casa de Apoio, equipada com laboratórios de arte e informática. Essa transparência é fundamental para fortalecer a confiança dos patrocinadores e do público, que cada vez mais buscam engajamento ético em eventos culturais. A feira também lançará um ‘Relatório de Impacto Social’, com dados detalhados sobre o número de vidas transformadas pelas atividades apoiadas pela renda da FASSP, incluindo relatos de beneficiários e indicadores de desenvolvimento humano.
Para quem não pode comparecer ao evento presencialmente, a FASSP disponibilizará uma ‘Experiência Imersiva’ em parceria com o Instituto Tomie Ohtake, onde será possível vivenciar virtualmente as instalações da feira por meio de óculos de realidade virtual. Essa tecnologia permitirá que o público explore obras em 360 graus, interagindo com elementos interativos, como áudios de artistas e informações contextuais. Além disso, a feira promoverá uma ‘Roda de Diálogo’ online, com debates sobre o tema ‘Alicerces’, reunindo artistas, filósofos e ativistas para discutir como a arte pode fortalecer os laços sociais em um mundo cada vez mais fragmentado.
Em resumo, a 39ª edição da Feira de Arte Social não apenas celebra a arte como um bem cultural, mas também a reafirma como uma ferramenta de transformação social. Com uma programação diversificada, compromisso com a sustentabilidade e um forte impacto na comunidade, o evento se consolida como um marco na agenda cultural paulistana. A feira convida o público a refletir sobre o que realmente sustenta uma sociedade — não apenas fisicamente, mas também emocionalmente e socialmente. Para mais informações e inscrições para atividades paralelas, acesse o site oficial ou acompanhe as atualizações no Brejada.

