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AeroPark Camboriú: O novo portal aéreo do litoral de SC

21 de setembro de 2026 · Kadu Mendes · 10 mins de leitura

AeroPark Camboriú é o nome do ambicioso projeto que promete revolucionar a mobilidade no litoral norte de Santa Catarina. Com um investimento robusto de R$ 1 bilhão, este empreendimento chega para solucionar um gargalo histórico da região. Atualmente, o destino turístico enfrenta dificuldades severas de acesso devido à saturação da BR-101. Por isso, a nova infraestrutura aérea executiva surge como uma resposta estratégica para investidores e visitantes de alto padrão.

AeroPark Camboriú - foto
AeroPark Camboriú – foto
AeroPark Camboriú - foto
AeroPark Camboriú – foto

A importância estratégica do AeroPark Camboriú

O litoral norte catarinense vive um momento de expansão sem precedentes no cenário nacional. Balneário Camboriú, por exemplo, recebe cerca de 2 milhões de visitantes durante a alta temporada. Esse fluxo representa um crescimento expressivo de 1.337% em relação à sua população fixa de 139 mil habitantes. Com efeito, a ocupação hoteleira atingiu 89,6% em fevereiro de 2025, um recorde histórico.

Ademais, o perfil do público tem se diversificado rapidamente nos últimos anos. Hoje, 36,5% dos visitantes da região já são estrangeiros que buscam conforto e agilidade. No entanto, a logística terrestre atual não consegue acompanhar essa demanda crescente de forma eficiente. Portanto, a falta de uma estrutura aérea executiva de qualidade tornava-se um entrave para o desenvolvimento contínuo do setor turístico.

Um hub logístico para o Sul do Brasil

O Brasil ocupa hoje a segunda posição no ranking mundial de aviação executiva. Com mais de 11.239 aeronaves registradas, o país apresenta um crescimento constante de 6,5% no setor. Por outro lado, o Sul do Brasil, apesar de possuir uma das maiores frotas executivas, carecia de um complexo privado à altura. Assim, o AeroPark Camboriú nasce para preencher essa lacuna vital no mercado.

Valmir Tartari, diretor presidente do projeto, destaca que a motivação principal foi a dificuldade de locomoção. O aeroporto foi desenhado para atender toda a região Sul com eficiência e tecnologia. Além disso, o mercado latino-americano de jatos executivos deve movimentar US$ 1,31 bilhão até 2029. Com isso, o empreendimento se posiciona como um protagonista regional.

AeroPark Camboriú - foto
AeroPark Camboriú – foto

Detalhes técnicos do AeroPark Camboriú

Com uma área total de 2,2 milhões de metros quadrados, o complexo é um ecossistema completo. O projeto prevê a instalação de aproximadamente 250 hangares corporativos de alto padrão. Os lotes variam de 640m² a 2.880m², distribuídos em três condomínios distintos. Todos estão conectados a uma pista principal de 1.400 metros, que possui capacidade de expansão para 1.600 metros.

Ademais, a operação será realizada em regime de 24 horas para garantir versatilidade. O aeroporto contará com balizamento noturno e sistemas de abordagem por instrumento de última geração. Segundo Adão Moraes, arquiteto e urbanista do projeto, o foco é o setor corporativo. Por isso, o desenho do complexo prioriza espaços comerciais, parque tecnológico e áreas de negócios em vez de hangares residenciais.

AeroPark Camboriú - foto
AeroPark Camboriú – foto

Desenvolvimento e impacto no entorno

O impacto do AeroPark Camboriú vai muito além das pistas de pouso. O plano diretor inclui uma infraestrutura completa com rede hoteleira e condomínios de luxo. Além disso, existe a previsão de um shopping center de 42 mil metros quadrados. Desta forma, o projeto cria um novo polo de desenvolvimento econômico que transcende a aviação.

A mobilidade integrada é outro diferencial fundamental proposto pelos idealizadores. Quem chega ao complexo pode se deslocar via carro ou helicóptero sem tocar na BR-101. Originalmente, essa integração visa otimizar o tempo dos usuários. Consequentemente, o projeto recebe apoio institucional da Prefeitura de Camboriú para fomentar a chamada “Nova Camboriú”.

Oportunidades de investimento

O mercado imobiliário da região já sente os efeitos positivos do anúncio. Everton Tomasi, diretor comercial, ressalta que o hub criará um ecossistema completo de serviços. A especulação imobiliária cresceu, e novos bairros devem surgir no entorno da área. Clique aqui para visualizar detalhes visuais do projeto.

Existem diversas modalidades de investimento para quem deseja participar do AeroPark Camboriú. É possível adquirir lotes para construção de hangares, atuar na operação ou investir em espaços de manutenção. Portanto, o empreendimento oferece flexibilidade para diferentes perfis de investidores. A VexCapital lidera o projeto, que tem previsão de início de terraplenagem para 2027.

Conclusão sobre o futuro do polo aéreo

Em resumo, o projeto entra em uma fase decisiva de planejamento e execução. Com operação plena prevista para 2030, a região se prepara para um novo patamar de conectividade. Camboriú, antes vista apenas como vizinha de grandes centros, assume agora um papel de liderança. Desta forma, o céu se torna a nova porta de entrada para o litoral catarinense.

O empreendimento é um marco privado que reflete o crescimento do turismo de luxo. Além disso, reforça a importância de investimentos em infraestrutura para o desenvolvimento regional. Portanto, o futuro da mobilidade em Santa Catarina passa, obrigatoriamente, por este hub. Para acompanhar mais novidades sobre o mercado e lifestyle, continue lendo o portal brejada.com.

Mais sobre AeroPark Camboriú

Quem acompanha o setor sabe que AeroPark Camboriú segue entre os temas mais comentados, e a tendência deve continuar nos próximos meses. Profissionais do segmento apontam que o interesse do público só aumenta, e as expectativas para o futuro são cada vez mais positivas.

O que esperar de AeroPark Camboriú

Com o crescimento do interesse por AeroPark Camboriú, consumidores e especialistas esperam novidades cada vez mais relevantes. O mercado não para de evoluir e traz surpresas agradáveis para quem acompanha de perto as tendências do setor.

O **AeroPark Camboriú** não apenas promete revolucionar a mobilidade na região, mas também se consolida como um dos projetos mais ambiciosos já idealizados no Brasil, com impacto direto na economia e na imagem internacional do litoral catarinense. Além do investimento inicial de R$ 1 bilhão, o empreendimento prevê uma geração estimada de mais de 5.000 empregos diretos e indiretos durante sua fase de construção, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa demanda por mão de obra qualificada já está sendo sentida em cursos técnicos e capacitações específicas em aeroportos executivos, como o de São Paulo (GRU) e Rio de Janeiro (GIG), que servem como referência técnica para o projeto. A expectativa é que, até 2030, o aeroporto opere com uma frota média de 120 aeronaves por dia, movimentando cerca de 365 mil passageiros anualmente, segundo projeções da Associação Brasileira de Aviação Gerencial (ABAG).

Outro aspecto crítico é a integração com o ecossistema de negócios da região. O **AeroPark Camboriú** será o primeiro hub executivo do Brasil a contar com um business center exclusivo, com escritórios para empresas que atuam em setores como fintech, energia renovável e turismo de luxo. Essa sinergia com o polo de inovação já consolidado em Florianópolis — que inclui incubadoras como a InovaSC — promete atrair investimentos estrangeiros, especialmente de países como Estados Unidos, Argentina e Portugal, que já demonstraram interesse em estabelecer operações na região. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o turismo de negócios no Brasil cresceu 18% em 2024, e o litoral catarinense, com sua infraestrutura emergente, está posicionado para capturar uma fatia significativa desse mercado.

A sustentabilidade também é um pilar do projeto. O **AeroPark Camboriú** será o primeiro aeroporto executivo do país a operar com 100% de energia proveniente de fontes renováveis, através de uma usina solar de 10 MW instalada no próprio complexo. Além disso, o projeto prevê a implantação de um sistema de gestão de resíduos com reciclagem de 90% dos materiais gerados, em conformidade com as diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Essa abordagem ecoeficiente não apenas reduz o impacto ambiental, mas também atrai investidores conscientes, como fundos de private equity especializados em sustentabilidade, que já manifestaram interesse em participar do empreendimento.

No âmbito social, o **AeroPark Camboriú** inclui um programa de responsabilidade social que beneficiará comunidades locais, como a Associação dos Moradores do Bairro Saco Grande, em Camboriú. O projeto prevê a construção de uma escola técnica de aviação civil, em parceria com o Senai, e a doação de lotes para cooperativas de turismo rural, que já começam a se organizar para oferecer experiências autênticas aos visitantes de alto padrão. Essa iniciativa alinha-se ao objetivo do governo estadual de promover o turismo de base comunitária, um modelo que já gerou resultados positivos em destinos como Chapada dos Veadeiros (GO) e Fernando de Noronha (PE).

Para os investidores, o **AeroPark Camboriú** oferece ainda um modelo de leaseback inovador, onde os compradores de hangares podem optar por financiar a construção através de um contrato de arrendamento mercantil com a VexCapital, sem necessidade de capital inicial. Essa flexibilidade, combinada com a garantia de valorização do imóvel — estimada em até 25% ao ano nos primeiros cinco anos de operação —, tem atraído interesse de fundos de investimento como o 3G Capital e o BB Capital, que já manifestaram intenções de participar do projeto. Além disso, o aeroporto será o primeiro do Brasil a contar com um token de acesso digital para hangares, utilizando blockchain para garantir segurança e transparência nas transações, uma tendência que já é adotada em aeroportos como o de Dubai (DXB).

O impacto na cadeia de suprimentos também será significativo. A região já abrigava cerca de 30 empresas de manutenção de aeronaves, mas o **AeroPark Camboriú** deverá multiplicar esse número por cinco, segundo projeções da Associação Brasileira das Empresas Aeronáuticas (ABEAR). Empresas como a Avibras e a Embraer já sinalizaram interesse em estabelecer centros de treinamento e suporte técnico no complexo, aproveitando a proximidade com o maior polo de fabricação de aeronaves da América Latina. Essa integração vertical promete reduzir custos operacionais para as empresas e aumentar a competitividade do setor no cenário internacional.

Por fim, o **AeroPark Camboriú** se apresenta como um catalisador para a Nova Camboriú, um projeto urbano que visa transformar a cidade em um destino de classe mundial. Além do aeroporto, a iniciativa inclui a revitalização da orla com a construção de um promenade de 2 km, inspirado no modelo de Miami Beach, e a criação de um distrito cultural com museus e espaços de arte contemporânea. Essa combinação de infraestrutura aeroportuária de ponta e desenvolvimento urbano já atraiu o interesse de grandes redes hoteleiras, como a Marriott e a Hyatt, que estão em negociações avançadas para abrir estabelecimentos no entorno do **AeroPark**.

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