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Vinícola do RS reforça proteção contra geada nas videiras

31 de agosto de 2026 · Kadu Mendes · 6 mins de leitura

A proteção contra geada mobiliza viticultores nas principais regiões produtoras de vinho do Rio Grande do Sul.

proteção contra geada - foto
proteção contra geada – foto

Por isso, as equipes mantêm atenção constante sobre as variações térmicas nas madrugadas mais frias.

Além disso, a preservação dos vinhedos exige planejamento preventivo e estratégias técnicas bem definidas.

Nas últimas semanas, temperaturas extremamente baixas assustaram os produtores de uva gaúchos.

Assim, a preocupação aumentou em locais como o município de Monte Belo do Sul.

Desta forma, os agricultores precisaram agir rápido para proteger as parreiras no campo.

O momento atual exige cautela reforçada por conta da fase biológica da planta.

Com efeito, o ciclo de desenvolvimento da videira já se encontra em brotação.

Portanto, qualquer queda brusca no termômetro traz sérios riscos à safra futura.

proteção contra geada - foto
proteção contra geada – foto

Como funciona a proteção contra geada nas videiras

Primeiramente, é preciso entender que a planta passa por momentos de alta vulnerabilidade.

Antes da brotação, as gemas apresentam uma resistência muito maior ao frio intenso.

No entanto, a situação muda radicalmente quando surgem os primeiros tecidos verdes.

Posteriormente, a brotação expõe estruturas delicadas que não suportam temperaturas congelantes.

Por este motivo, no final do mês de julho, ondas de calor atípicas anteciparam o ciclo natural.

Consequentemente, essa alteração climática deixou o vinhedo desprotegido para os episódios de frio tardio.

Sensibilidade dos tecidos jovens no campo

De acordo com estudos da Embrapa, a sensibilidade ao congelamento cresce nesta fase.

Além disso, temperaturas próximas ou abaixo de 0 °C provocam danos irreversíveis na planta.

Com isso, o congelamento pode atingir folhas, ramos e também as estruturas reprodutivas.

Em resumo, as perdas afetam diretamente o potencial produtivo de toda a safra seguinte.

Por conta disso, os cuidados preventivos precisam ser adotados sem qualquer atraso.

Assim, os viticultores monitoram constantemente os boletins meteorológicos em suas propriedades.

proteção contra geada - foto
proteção contra geada – foto

A tecnologia de água na proteção contra geada

Para resolver esse problema, a Casa Marques Pereira apostou em um sistema inovador.

A vinícola, localizada em Monte Belo do Sul, conta com aspersão de água automatizada.

Originalmente, o equipamento moderno foi instalado na propriedade ao longo de 2024.

Em seguida, o sistema passou a ser acionado durante as madrugadas de maior risco.

Além disso, o método de pulverizar água diretamente na parreira segue um importante princípio físico.

Desta forma, quando a água congela sobre a planta, ocorre uma natural liberação de calor.

O princípio físico da liberação de calor

Com efeito, a temperatura da mistura de água e gelo se mantém perto de 0 °C.

Portanto, enquanto houver água líquida aplicada continuamente, os tecidos da videira continuam protegidos.

Por isso, o vegetal não sofre com as temperaturas extremamente baixas do ar ao redor.

Na propriedade, a tecnologia automatizada projeta uma névoa bem fina sobre os vinhedos.

Desta maneira, as gotículas de água formam uma espécie de escudo protetor nas gemas.

Entretanto, esse processo exige acionamento contínuo enquanto durar o período de congelamento.

“Os aspersores fazem uma névoa de água com gotículas bem finas. Quando essas gotículas chegam à gema, formam algo similar a um ‘iglu’, que protege a gema das videiras de queimar”, explica Felipe Marques Pereira, vinhateiro e empresário à frente da Casa Marques Pereira.

proteção contra geada - foto
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Impactos do clima e a proteção contra geada no campo

O inverno rigoroso faz parte da rotina anual das videiras no sul do Brasil.

Durante a dormência vegetal, as horas de frio desempenham um papel muito benéfico.

Por exemplo, a baixa temperatura ajuda a quebrar a dormência para a brotação da primavera.

Contudo, o perigo real surge quando o frio intenso ocorre após a brotação inicial.

Neste cenário, poucas horas sob geada forte podem destruir meses de trabalho no campo.

Por essa razão, os produtores rurais travam uma verdadeira corrida contra o tempo.

Riscos de danos irreversíveis à safra

A interrupção inadvertida da aspersão pode ser desastrosa para as gemas já molhadas.

Por outro lado, manter o sistema ligado garante o equilíbrio térmico ideal na folhagem.

Desta forma, os detalhes operacionais exigem supervisão humana direta durante toda a noite.

Acompanhar as transformações nos parreirais exige atenção e registros em fotos da proteção do vinhedo.

Além disso, o registro visual das plantas cobertas por gelo impressiona especialistas do setor.

Assim, o setor vitivinícola gaúcho busca se modernizar para mitigar os impactos climáticos.

Ação rápida para a proteção contra geada em Monte Belo do Sul

A Casa Marques Pereira não se limita apenas ao uso dos aspersores automáticos.

Além disso, a equipe utiliza tratores como medida complementar de proteção no vinhedo.

Com isso, os tratores auxiliam no manejo das parreiras nas madrugadas mais frias.

Essa combinação de técnicas aumenta a eficiência do trabalho preventivo no campo.

Da mesma forma, a integração de métodos flexibiliza a resposta diante de mudanças bruscas.

Por conseguinte, o produtor consegue responder com rapidez a cada episódio de geada.

Estratégias complementares com tratores

Por exemplo, o uso dos tratores permite cobrir áreas específicas com agilidade.

Desta forma, a operação mitiga a exposição das plantas a temperaturas congelantes.

Posteriormente, os resultados no campo confirmam o sucesso dessa abordagem conjunta.

Ademais, garantir a integridade dos brotos novos é essencial para o volume da colheita.

Assim, a união de tecnologia e trabalho braçal protege o futuro da produção local.

Por isso, o investimento em equipamentos modernos tornou-se indispensável para a viticultura.

Inovação constante e a proteção contra geada no sul

Em resumo, o combate às geadas tardias exige conhecimento profundo do ciclo vegetal.

Além disso, a união entre física aplicada e automação tecnológica transformou o trabalho agrícola.

Portanto, a Casa Marques Pereira demonstra como a inovação protege tradições vitivinícolas ricas.

Entretanto, os desafios impostos pelas oscilações climáticas devem continuar nos próximos anos.

Por esse motivo, a busca por novas ferramentas e sistemas inteligentes permanece ativa.

Desta maneira, o setor vitivinícola do Rio Grande do Sul fortalece sua resiliência.

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