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Parentalidade no trabalho revela abismo entre mães e pais

21 de agosto de 2026 · contato brejada · 8 mins de leitura

Parentalidade no trabalho se tornou uma pauta indispensável nos debates contemporâneos sobre cultura corporativa, bem-estar, equilíbrio pessoal e gestão de pessoas em todo o Brasil. Uma pesquisa abrangente e inédita conduzida pela Ticket, marca de Benefícios e Engajamento pertencente à Edenred Brasil, trouxe dados extremamente esclarecedores sobre a relação entre o ambiente profissional e a rotina com os filhos. O estudo, que contou com a participação direta de 1.945 profissionais atuantes em todas as regiões geográficas do país, colocou em evidência a disparidade de percepções existente entre homens e mulheres no mercado de trabalho atual. A análise aprofundada dos resultados demonstra claramente que, embora o setor corporativo tenha implementado avanços significativos para estruturar ambientes acolhedores para trabalhadores que possuem filhos, as experiências vivenciadas por mães e pais continuam sendo marcadas por profundas assimetrias, tanto no cotidiano da divisão dos cuidados quanto no acolhimento de suas carreiras.

parentalidade no trabalho - foto
parentalidade no trabalho – foto

Ao observar minuciosamente os números apurados pelo levantamento da Ticket, percebe-se que as disparidades começam logo na forma como os profissionais percebem o suporte oferecido pelas próprias empresas em momentos de necessidade familiar. Segundo os dados coletados com os 1.945 trabalhadores, 52% dos homens entrevistados afirmam sentir que a organização na qual trabalham incentiva ativamente os seus colaboradores a darem prioridade a situações de urgência relacionadas com os seus filhos. Por outro lado, ao examinar a resposta do grupo de mulheres mães, o índice de concordância com essa mesma afirmação cai para 43%. Esse descompasso estatístico reflete uma variação considerável sobre a percepção de apoio institucional, sugerindo que, na prática, as mulheres continuam enfrentando barreiras invisíveis e um receio maior de ter seu compromisso profissional questionado ao ausentarem-se para tratar de assuntos familiares.

parentalidade no trabalho - foto
parentalidade no trabalho – foto

Como a parentalidade no trabalho afeta homens e mulheres

As divergências observadas no levantamento não ficam restritas aos muros das companhias, estendendo-se também para a dinâmica do lar e da vida privada. No que diz respeito à distribuição das obrigações diárias de cuidado com as crianças, o estudo revelou um imenso contraste entre as visões de pais e mães. Um contingente expressivo de 90% dos homens pais que responderam ao questionário afirmou categoricamente que compartilha os cuidados dos filhos de forma rigorosamente igualitária com a sua parceira ou seu parceiro. Contudo, essa visão otimista não é compartilhada pela maioria do público feminino: apenas 53% das mães entrevistadas concordam que as responsabilidades com a criação dos filhos são distribuídas de maneira equilibrada dentro de casa, evidenciando que a divisão das obrigações domésticas ainda é vivenciada com bastante desigualdade no dia a dia.

Esse descompasso fica ainda mais evidente quando comparado ao histórico de pesquisas anteriores desenvolvidas pela própria Ticket. Ao confrontar os dados recentes com o levantamento realizado pela marca no ano de 2022, nota-se que a distância entre os pontos de vista masculino e feminino aumentou significativamente nos últimos anos. Em 2022, cerca de 93% dos pais sustentavam a percepção de que a divisão de cuidados ocorria de maneira justa e compartilhada, número que variou para 90% no levantamento atual, mantendo-se em um nível muito elevado. Em contrapartida, entre as mulheres mães, a proporção de participantes que enxergavam uma divisão de cuidados verdadeiramente equilibrada caiu de 67% em 2022 para os atuais 53%, revelando um distanciamento ainda mais acentuado entre os discursos e a realidade do trabalho não remunerado dentro dos lares brasileiros.

A percepção sobre a parentalidade no trabalho segundo a Ticket

Outro aspecto crítico analisado pelo levantamento diz respeito ao impacto direto da chegada dos filhos no desenvolvimento da trajetória profissional de cada gênero. As estatísticas levantadas pela Ticket demonstram que os estigmas corporativos associados à criação dos filhos continuam pesando muito mais sobre as carreiras femininas do que sobre as masculinas. Quando questionados se já sofreram algum tipo de preconceito no mercado de trabalho em função de terem filhos, expressivos 89% dos pais responderam que jamais passaram por esse tipo de situação preconceituosa. Em contrapartida, entre o grupo das trabalhadoras mães, essa taxa cai para 68%, o que significa que uma parcela considerável de 32% das mulheres já enfrentou algum grau de discriminação, julgamento desfavorável ou entraves no desenvolvimento corporativo pelo fato de serem mães.

Ao analisar esses achados, a diretora de Recursos Humanos e Sustentabilidade da Edenred Brasil, Tatiana Romero, pondera que a temática ganhou um espaço irreversível nas discussões sobre qualidade de vida e clima organizacional dentro das empresas. Tatiana Romero destacou que a parentalidade está sendo cada vez mais incorporada às discussões sobre qualidade de vida e bem-estar no ambiente corporativo, sendo positivo observar que muitos profissionais já percebem maior abertura para priorizar necessidades familiares. Contudo, a executiva ressaltou que também fica evidente que homens e mulheres ainda vivenciam essa experiência de forma diferente, e que o desafio das empresas é seguir avançando na construção de ambientes que apoiem igualmente mães e pais, contribuindo para uma divisão mais equilibrada das responsabilidades e para relações de trabalho mais inclusivas.

Desafios contínuos da parentalidade no trabalho nas corporações

Diante desse panorama desafiador trazido pela pesquisa da Ticket, o grande objetivo traçado pelas organizações corporativas deve ser a evolução contínua de suas diretrizes de governança interna e inclusão. O papel fundamental das empresas atuais é seguir avançando na implementação de políticas públicas e corporativas sólidas, além de promover uma cultura organizacional transformadora que apoie de forma verdadeiramente equânime tanto as mães quanto os pais. Esse movimento estratégico visa criar condições objetivas para que ocorra uma partilha mais justa das responsabilidades com os filhos, o que resulta diretamente no fortalecimento da inclusão social, no engajamento dos funcionários e na redução das disparidades históricas associadas aos papéis de cuidado.

A pesquisa trazida pela Ticket reforça a premissa de que a consolidação de ambientes de trabalho inclusivos depende diretamente do aperfeiçoamento de práticas como jornadas de trabalho flexíveis, estruturas de apoio à família e lideranças treinadas. Para que a igualdade seja efetivamente alcançada no ambiente corporativo, é fundamental que as lideranças estejam preparadas para compreender e atender às particularidades que envolvem as demandas da criação dos filhos sem penalizar as trajetórias de carreira das trabalhadoras. A implementação de políticas que incentivem os homens a assumirem um papel mais presente na rotina doméstica também se mostra essencial para equilibrar o ambiente corporativo e reduzir a sobrecarga que incide sobre o público feminino.

É relevante ressaltar que a constante evolução dos debates sobre igualdade no mundo corporativo exige que veículos e canais de informação permaneçam atentos à transparência e à atualização dos fatos. Caso você precise entrar em contato com a equipe para sugerir correções ou se este conteúdo não tem relação com as pautas do portal, você pode reportar aqui diretamente para o acompanhamento dos jornalistas, garantindo que a informação chegue com a máxima precisão aos leitores interessados em mercado de trabalho e comportamento.

Ações corporativas para a parentalidade no trabalho do futuro

A busca por uma convivência profissional mais harmoniosa e equilibrada exige um olhar atento das empresas em relação ao bem-estar integral dos seus colaboradores. O levantamento estatístico promovido pela Ticket com quase dois mil profissionais em todo o Brasil reforça que a simples existência de benefícios formais não é suficiente se não houver uma transformação cultural profunda nas organizações. Desconstruir preconceitos inconscientes na hora de contratar, promover ou avaliar profissionais que possuem filhos é um passo indispensável para garantir que mães e pais desfrutem das mesmas oportunidades de crescimento e visibilidade no mercado corporativo moderno.

Em última análise, construir espaços corporativos que reconheçam e valorizem a vida familiar é um dos pilares fundamentais para transformar o futuro do trabalho no país. A criação de políticas corporativas mais empáticas e equilibradas beneficia toda a sociedade ao unir eficiência nos negócios com respeito às necessidades humanas essenciais. Para continuar acompanhando análises detalhadas, novidades do universo corporativo, eventos, lançamentos e tendências do lifestyle contemporâneo, visite constantemente as atualizações no portal Brejada e mantenha-se informado sobre os principais temas da atualidade.

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