Salve Brejeiros!

No último dia 7 de março fomos convidados por nosso amigo André Silva para conhecer a novidade recém-chegada ao Brasil, trazida através da importadora Best Beers, a belga De Dochter Van de Koreenar. A cervejaria, apontada por especialistas como a maior surpresa do ano de 2013 na Bélgica e como grande expoente do novo movimento cervejeiro no país, desembarcou em solo tupiniquim com 11 rótulos.

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Tivemos a oportunidade de experimentar alguns deles. Abaixo, nossas impressões. Pedimos antecipadamente desculpas pela “escuridão” nas fotos, mas a chuva nos traiu no dia da degustação e esse foi o máximo que conseguimos:

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Belle-Fleur: Uma IPA belga, com cara de americana. Carregada nos lúpulos cítricos, traz um aroma fantástico, com um frutado intenso. No sabor, amargor assertivo e equilíbrio impecável. Bom corpo e carbonatação na medida. Mais uma ótima opção no mercado nacional.

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Extase: Uma Imperial IPA, com aroma mais tímido que a anterior, equilibrado entre lúpulo bastante herbal e malte caramelo. No sabor, amargor médio-alto, suportado por uma boa carga de maltes. Álcool bem inserido, é uma Imperial IPA menos “porrada” que o usual, mas muito saborosa e equilibrada.

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Noblesse VSOP: Pra mim, a maior surpresa da degustação. Uma sequência de “incongruências cervejeiras”, primeiro, uma Blond Ale com 5,5% de volume alcoólico sendo envelhecida em barris, segundo, o barril era anteriormente usado para comportar Genever, um tipo de gin muito popular na região da Bélgica e Holanda, o que é incomum nas wood and barrel aged beers. O resultado é algo fantástico, com aroma incrivelmente pujante que lembra a bebida e que evolui absurdamente conforme a cerveja esquenta. No sabor, notas destiladas e um aquecimento na garganta típico das mais alcóolicas das cervejas. Simplesmente soberba!

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Bravoure: Uma Smoked Amber Ale, que teve uma formação de espuma invejável. No aroma, notas defumadas bem limpas e levíssimo caramelo ao fundo. No sabor, as mesmas notas defumadas, que não lembravam bacon como a maiorias das smoked, mas tinha uma defumação mais limpa e menos enjoativa. Carbonatação média-alta e corpo médio. Saborosa, vale a degustação.

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L’ Esemble: Uma Barley Wine com 13% de volume alcóolico, com aroma moderado, apresentou notas frutadas remetendo a figo em calda e frutas passas. No sabor, um dulçor alto e sensação alcóolica moderada em relação aos 13% citados. Corpo médio-denso com carbonatação média. Uma cerveja boa, mas que apresenta um fantástico caráter de guarda. Em 2 ou 3 anos na garrafa deve ficar excelente.

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Embrasse: Essa Belgian Dark Strong Ale foi apresentada em duas versões: a primeira, a cerveja “pura”, que trouxe no aroma notas frutadas lembrando tostadas, toffee e açúcar mascavo. No sabor, delicada e equilibrada, com dulçor na medida e álcool pouco perceptível.

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Na versão envelhecida em barris de Ardbeg, famoso single malt escocês (que foi servido junto a cerveja para compararmos as características de ambas), aroma complexo, com notas alcóolicas, madeira, mas quase que dominado pelas notas do whisky. No sabor, a influência do envelhecimento deixou a cerveja mais completa e equilibrada, com notas bem complexas e final longo, deixando as impressões da cerveja por minutos na boca.

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Pra finalizar, o fortíssimo single malt (46% de volume alcóolico) foi degustado e harmonizado com as duas versões, explodindo em sabores e em complexidade na boca. André explicou que os demais rótulos não cabiam na degustação, devido ao volume alcóolico total do conjunto. Concordamos, pois os poucos goles dessa degustação já eram suficientes para deixar os convivas, digamos, “alegres”.

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Em suma, em nossa opinião, é a melhor novidade do mercado brasileiro de 2014. As cervejas são incríveis e chegaram bastantes novas pra cá. Parabéns ao André e toda equipe da Best Beers, realmente uma excelente descoberta!

Cheers!